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hidrozoários

A classe dos Hidrozoários é na sua maioria constituída por seres marinhos e formas coloniais, e o ciclo de vida típico inclui a forma assexual de pólipo e estado sexual de medusa. Alguns como, por exemplo, a hidra de água doce, não passam pelo estado de medusa. Alguns hidrozoários marinhos não formam uma medusa livre, enquanto noutros hidrozoários ocorre somente a forma de medusa e não passam pela forma de pólipo. A hidra não é um hidrozoário típico, mas é favorito no início do estudo dos seres do filo Cnidária. É o escolhido devido ao seu tamanho e facilidade de se observar. Combinando o seu estudo com o hidrozoário colonial marinho do género Obelia fica-se com uma excelente ideia da classe Hidrozoários.
Os Hidrozoários, cujo corpo tem a forma de medusa ou de pólipo, são essencialmente caracterizados pela boca saliente e pela cavidade digestiva simples, sem septos de origem mesentérica.
Subdividem-se em hidroides, de que é exemplo a hidra, que geralmente são pólipos isolados ou colónias transtórias, não passando pela fase de medusa; sifonoides, pólipos coloniais, transparentes pelágicos marinhos e traquimedusas em que os indivíduos são medusas livres, marinhas ou de água doce, sem passarem pela fase de pólipo.
Nos diferentes Hidrozoários verifica-se uma grande variabilidade na complexidade da estrutura das colónias em função dos pólipos. Nas formas coloniais como Obelia, os gastrozóides nutritivos realizam todas as funções, exceto a reprodução, e os gonângios são exclusivamente reprodutivos e originam as medusas responsáveis pela dispersão da espécie. As hidratíneas, que vivem sobre a concha dos caranguejos bernardo-eremitas, possuem pólipos nutritivos, reprodutores e de defesa. Estes últimos têm forma alargada, não possuem boca e possuem numerosas dilatações sobre os quais se encontram numerosos nematocistos. Os sifonóforos são os que apresentam maior diversidade, formando colónias flutuantes ou nadadoras de indivíduos especializados.
Assim, por exemplo em Phisalia pelagica, conhecida como caravela portuguesa, em cada colónia existem pelo menos quatro tipos de pólipos: flutuadores, nutritivos, defensores e reprodutores.
A diversidade de forma e função entre os indivíduos que constituem uma colónia designa-se polimorfismo, desde que existam mais de duas formas no decorrer do ciclo biológico.

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