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Independência da Índia

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a primeira onda de descolonização teve início no continente asiático, com a Índia, que recupera a independência em 1947. A Grã-Bretanha foi forçada a aceitar uma situação inevitável, evitando deste modo uma guerra de independência. Contudo, a Índia teve de enfrentar graves conflitos entre as várias comunidades que integravam o Império das Índias.
A partir de 1947, a conjuntura interna tornou-se desfavorável à manutenção do domínio colonial pelas potências europeias. O conflito mundial debilitou-as e mostrou que estas não eram invencíveis. Além de que os vencedores, Estados Unidos e União Soviética, estavam contra o colonialismo europeu.
Nas áreas colonizadas, as elites indígenas, educadas sob os valores europeus de liberdade e de justiça que pretenderam pôr em prática, foram afastadas pelos colonizadores dos cargos de poder. Na Índia, a "joia da coroa britânica", estas elites, que desde o final do século XIX lutavam pela participação ativa no Governo do seu país, passaram a exigir a independência durante a guerra.
No fim desta, a Grã-Bretanha concordou em negociar o processo de independência, tornando-se na primeira potência colonial europeia a aceitar uma evolução irreversível. O sucesso da Commonwealth, a União da Grã-Bretanha e dos países tornados independentes a partir de 1931, mostrou ao Mundo que era possível conceder a independência política às colónias sem quebrar os fortes laços comerciais e financeiros que os uniam.
Em julho de 1945, o Governo trabalhista britânico de Clement Attlee iniciou as negociações para a independência, todavia o processo foi atrasado devido aos antagonismos religiosos e políticos que separam as duas principais comunidades indianas: a hindu e a muçulmana.
O Partido do Congresso, das elites hindus, liderado por Gandhi e Nehru, mostrou-se favorável à manutenção da união indiana, uma ideia contrariada pela Liga Muçulmana, de Muhammad Ali, que propôs a divisão do território em duas partes. O partido indiano foi forçado a ceder e a aceitar a divisão.
Lord Mountbatten foi encarregue de estabelecer essa cisão do território indiano e assegurar a transferência da soberania. Assim, a 15 de agosto de 1947 foram criados dois Estados independentes: a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, predominantemente ocupado por Muçulmanos.
O estabelecimento de novas fronteiras provocou a transferência de populações entre os dois territórios, que ocorreu num clima de violência, apesar dos fortes apelos à paz e à tolerância de Gandhi. Neste clima rebentou uma guerra civil. Gandhi, tido como um dos símbolos da paz, foi uma vítima da intolerância, ao ser assassinado por Hindus radicais (30 de janeiro de 1948), inconformados com a divisão.
O conflito entre estes dois Estados persiste nos nossos dias, sobretudo, motivado pela disputa do território de Caxemira.

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