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micro-ondas (física)

As micro-ondas consistem numa faixa do espetro eletromagnético situada entre as ondas radioelétricas ultracurtas e os infravermelhos do espetro ótico. Este tipo de radiação eletromagnética situa-se na gama de frequências entre os 1000 e 300 000 megahertz (MHz), a que correspondem os comprimentos de onda de 30 e 0,1 cm, respetivamente.
As micro-ondas propagam-se facilmente através do nevoeiro, da chuva e das nuvens, ao contrário do que acontece com a luz visível. Também penetram facilmente na ionosfera, pelo que são adequadas para as comunicações via satélite.
Por este motivo, as micro-ondas são utilizadas também para localizar aviões e barcos, para determinar a velocidade dos automóveis e para muitos outros fins semelhantes. O procedimento correspondente recebe o nome de radar.
As micro-ondas tornaram-se conhecidas durante a Segunda Guerra Mundial, quando a sua utilização nos radares pelas forças britânicas possibilitou que estas se antecipassem em cerca de duas horas à aproximação dos caças alemães.
Hoje em dia, as micro-ondas são usadas nas comunicações globais via satélite, nos telefones celulares, nos radares e nos fornos de micro-ondas.
Nestes últimos, aproveita-se o efeito das intensidades elevadas das micro-ondas para preparar ou aquecer os alimentos com maior rapidez.
Ao penetrar nos alimentos em profundidade, o aquecimento não se produz do exterior para o interior, como acontece com o forno convencional, mas de uma forma simultânea em todas as partes. A porcelana e os plásticos não absorvem as micro-ondas. Quando se coloca um prato de sopa dentro do forno micro-ondas, a sopa ficará quente enquanto que o recipiente manterá sensivelmente a mesma temperatura.


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