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movimentos das placas litosféricas

A litosfera não é uma massa unida, antes se constitui de um determinado número de placas. Cada uma das placas litosféricas goza de uma certa liberdade para se deslocar independentemente das placas que a rodeiam. A teoria geral sobre as placas litosféricas denomina-se tectónica de placas.
Se a Terra fosse constituída por uma litosfera perfeitamente esférica, sem fraturas, era possível que a litosfera inteira se deslocasse como um todo em relação à restante Terra (manto médio, manto inferior e núcleo). Se realmente se produzisse este tipo de movimento, todos os continentes se deslocariam como uma unidade. É mais realista supor que a litosfera se fragmentou em grandes porções, do tamanho de todo um continente ou de uma bacia oceânica. De facto, a rutura da litosfera deu lugar a um determinado número de placas litosféricas, cada uma das quais goza de uma certa liberdade para se deslocar independentemente das placas que a rodeiam. A teoria geral sobre as placas litosféricas, os seus movimentos relativos e as interações entre os seus bordos denomina-se tectónica de placas.
O primeiro mapa de placas litosféricas do planeta foi publicado em 1968, vindo desde então a ser alterado com mudanças e revisões de pequena importância. Identificaram-se novas placas, renovou-se a localização de alguns bordos e apareceram diferenças na denominação das placas. Hoje na comunidade geológica existe um certo consenso relativamente ao número e à natureza das placas maiores, bem como à natureza dos seus limites e movimentos relativos. Para que uma placa litosférica seja reconhecida e nomeada, todos os seus limites devem ser ativos. Outro requisito de uma placa litosférica ativa é que deve mover-se como uma unidade. O trajeto superficial do seu movimento na parte superficial do globo esférico deve ser um arco de círculo.
Até aos princípios da década de 1960, muitos geólogos eram céticos relativamente à hipótese de que os fundos oceânicos estavam em expansão de cada lado do rifte axial da dorsal medioceânica.
O conceito da expansão do fundo oceânico foi sugerido vagamente, pela primeira vez, em 1889, e foi apresentado muito especificamente em 1931, pelo geólogo britânico Arthur Holmes. Em 1956, a exploração dos fundos marinhos revelou o enorme comprimento, continuidade e simetria das dorsais medioceânicas. Em 1960, o Professor Harry H. Hess da Universidade de Princetown propôs que a expansão do fundo oceânico era ativa ao longo da dorsal medioceânica e que, ao lado da dorsal, magma ascendente do manto produzia continuamente crosta oceânica nova.
Mas um aspeto importante da moderna tectónica de placas não estava explicado: a absorção da crosta oceânica por subducção ao longo das grandes fossas e arcos vulcânicos. Na falta desta explicação, muitos cientistas propunham que a Terra se devia estar a expandir rapidamente.
A ideia de reabsorção das rochas da litosfera ao longo de zonas de convergência foi apresentada claramente pelo professor Arthur Holmes em 1944. Holmes concebeu um sistema de fluência lenta da rocha no manto, que designou por sistema de convecção, que consistia em correntes ascendentes e descendentes que provocavam um forte movimento de arrasto na crosta terrestre. A prova científica da expansão do fundo do mar chegou com tremendo impacto, nos princípios dos anos 60, primeiro a partir da aplicação dos princípios do magnetismo das rochas e por evidências demonstradas pela sismologia.


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