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teoria atómica de Dalton

O primeiro a explicar convincentemente a determinação das relações de massas em que os elementos químicos se combinavam entre si, desenvolvendo um modelo atómico, a partir da teoria corpuscular de Boyle foi o químico e físico inglês Dalton, em 1803.
Na realidade, o conceito de átomo já vinha desde o tempo de Demócrito, em que este o denominou de tal nome, pelo facto de uma partícula chegar a um momento em que não se pode dividir mais.
Dalton retomou a ideia da indivisibilidade do átomo proposta por Demócrito e, segundo a sua teoria, os átomos eram bolas muito pequenas com massa e, ao mesmo tempo, os menores componentes dos compostos químicos.
Na sua teoria, Dalton avançou ainda com a ideia de que todos os átomos de um elemento são iguais, tanto na forma como na massa. Os átomos de elementos diferentes diferenciam-se de modo característico devido às suas diferentes massas.
Com a ajuda desta teoria atómica, Dalton pôde demonstrar a lei de Lavoisier sobre a conservação da massa de forma satisfatória. Ao mesmo tempo, interpretou as combinações químicas como um simples reagrupamento de átomos, sem que isso implicasse qualquer transformação nos mesmos átomos.
Graças aos seus êxitos, a partir de então a teoria atómica foi-se introduzindo nas ciências naturais, primeiro na Química e depois na Física, desenvolvendo-se cada vez mais. Os cientistas começaram a refletir mais sobre a forma, tamanho e massa dos átomos, e também acerca dos mecanismos segundo os quais os átomos podiam unir-se entre si para formar compostos de dimensões macroscópicas.
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