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tipos de solos

Os vários tipos de solo são definidos por uma complexa interação de fatores como o material, o clima e a vegetação. Distintos tipos de solo têm características físicas e químicas muito específicas, que afetam a utilização que lhes podemos dar.
Atualmente, o solo está classificado em 9 tipos diferentes:
- incipientes: solos em formação, como, por exemplo, a areia que tem muito baixo teor de matéria orgânica;
- litólicos: solos pouco evoluídos, com baixo teor de matéria orgânica, não calcários;
- calcários: solos pouco evoluídos, com vegetação rara e baixo teor de húmus;
- barros: solos evoluídos de cor escura, textura argilosa e fertéis;
- argilosos: solos evoluídos, avermelhados e fertéis, com 35% de grau de saturação no horizonte B;
- podzolizados: solos evoluídos, pobres em matéria orgânica, mas com acidificação do húmus;
- halomórficos: com grandes quantidades de sal;
- hidromorficos: solos sujeitos a forte irrigação de água, ou inundação;
- orgânicos hidromorficos: bastante ricos em matéria orgânica, que não oxida com as quantidades de água a que está sujeita.
Até muito recentemente, os cientistas classificavam os solos em dois tipos: a parte ocidental era coberta pelo pedalfers (solos com ferro e alumínio) e a parte oriental pelo pedocal (solos com caliche ou crostas nas zonas mais áridas). Os pedalfers são relativamente férteis, formando-se em meios temperados húmidos ricos em matéria orgânica e com altas concentrações de carbonato de cálcio.
Estudos recentes mostraram que há uma complexa interação do material, clima, topografia, vegetação e tempo, que podem levar a um desenvolvimento muito variável do tipo de solo. A moderna classificação tem uma maior precisão que a anterior, em dois tipos de solo, por várias razões.
Distintos tipos de solo têm características físicas e químicas muito específicas, que afetam a utilização que lhes podemos dar. Cuidadosas classificações do solo influenciam as decisões sobre a localização dos terrenos de cultivo, a implantação de edifícios e o tipo de cultura alimentar a fazer. Os modernos mapas dos solos contêm um impressionante número de diferentes designações do solo. A classificação mais corrente estabelece o nome dos solos de acordo com as suas características físicas, conteúdo em argila e quantidade de nutrientes disponíveis.
A terminologia da classificação dos solos também oferece informações acerca dos conteúdos de humidade, média anual da temperatura atmosférica, horizontes desenvolvidos, química do solo, conteúdo em matéria orgânica e muitas vezes a origem e a idade relativa dos solos.
Por exemplo, um entisol é um solo que ainda não apresenta horizontes perfeitamente desenvolvidos, e pode ser um depósito recente de uma corrente ou um recente depósito vulcânico.
Um vertisol, que tende a expandir-se verticalmente, contém minerais de argila que provocam aumento de volume quando húmido e diminuição quando seco. Os vertisol podem destruir pouco a pouco os edifícios nele construídos.
A extrema meteorização que ocorre nas áreas tropicais origina oxisols, designação devida à alta concentração de óxidos de ferro insolúveis, ou ultisols, caracterizados pela ausência de sílica e pela alta concentração de óxidos de ferro e alumínio insolúveis.
Os óxidos de ferro dão a estes solos a cor castanha ou vermelha. Os oxisols e ultisols não possuem potássio, cálcio, sódio e magnésio, sendo pobres para a agricultura.
O cultivo de cereais em solos como estes, compostos predominantemente por óxidos insolúveis de ferro e alumínio, requer o emprego de altas tecnologias agrícolas e uma utilização intensiva de fertilizantes. As culturas tropicais são geralmente de fraco teor nutricional, como o café, o tabaco, o açúcar de cana e o cacau. Os solos mais utilizados na agricultura são geralmente os que têm baixo desgaste e retêm alguns dos nutrientes necessários.
Outros tipos de solos são:
- os inceptsols, que apresentam o horizonte A bem desenvolvido, com algum enriquecimento em argila e com alguma evidência de oxidação no horizonte B, e vestígios de eluviação e iluviação. Encontram-se nos climas frios, onde a meteorização química é mínima;
- os molisols, com um horizonte A pouco espesso mas muito rico em matéria orgânica e o horizonte B enriquecido com minerais de argila; pela primeira vez, aparece o horizonte E. Encontram-se nas regiões semiáridas, geralmente cobertas de ervas, e têm adequada humidade para suportar a vegetação herbácea, mas esta não causa significativa dissolução dos materiais nos horizontes superiores;
- os alfisols apresentam um horizonte A muito pouco espesso, cobrindo um horizonte B rico em minerais de argila; o horizonte E está bem desenvolvido. Encontram-se em regiões com vários tipos de clima nas zonas florestais com ambiente húmido;
- os spodosols, com forte eluviação nos horizontes A e E; o horizonte B apresenta-se colorido por material orgânico dissolvido. Encontram-se em climas húmidos, usualmente em terrenos aparentados com terrenos arenosos, onde a água se infiltra rapidamente. Árvores e plantas herbáceas fornecem a matéria orgânica.
- os aridisols, com um horizonte A muito pobre em matéria orgânica, cobrindo um horizonte B com algum enriquecimento em minerais de argila; os horizontes B e C apresentam camadas de caliche. É característico das regiões áridas com árvores muito dispersas;
- os histosols, muito húmidos, com solo rico em matéria orgânica dominado por espessos horizontes A e O. Encontra-se nas zonas onde a acumulação de matéria orgânica é superior à adição de matéria mineral, geralmente onde a superfície está sempre saturada de água. Muitas vezes encontra-se em ambientes costeiros.
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