Newsletter

Abril 2005

Estimado utilizador

Já em plena Primavera e um pouco mais reconfortados com a chuva que tem caído, optámos, nesta 1.ª newsletter de Abril, por nos juntar a todos aqueles que comemoram o Dia Mundial da Saúde.
Pelo protagonismo óbvio deste tema nas nossas vidas, nem vale a pena justificar porquê...

Assim, quando chegar o dia 7, estará bem mais preparado para discutir o assunto. Afinal, interessante e de extrema importância, diz respeito a todos nós!...

Despedimo-nos, por agora, não sem antes, porém, lhe deixarmos as nossas mais calorosas... saudações!

Seleccione, com o cursor, o destaque que pretende consultar:

O que temos de novo

saúde

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito "saúde", mais do que ausência de doença, representa uma situação de completo bem-estar físico, psíquico e social. Inclui também a adequação do sujeito individual ao meio em que está inserido. Mais do que uma situação estática, resulta duma contínua intenção individual no sentido de gerir a afectividade, evitar atitudes e hábitos nocivos, e fazer vigiar regularmente certos parâmetros clínicos e analíticos.
Assim, os seguintes preceitos devem ser tidos em conta:
- Comer adequadamente, evitando excessos proteicos de gorduras e de açúcares. Optar por uma dieta equilibrada, em que as fibras e os hidratos de carbono não refinados assumam a importância devida, evita a obstipação, reduz a incidência de cancro do cólon, contraria a obesidade e evita as doenças que lhe estão associadas (alterações osteoarticulares degenerativas, insuficiência cardíaca, diabetes, hiperuricemia, entre outras). Privilegiar alimentos frescos ou adequadamente congelados, em vez de salgados, fumados ou conservados com antioxidantes, reduz a incidência de uma grande gama de doenças, desde os cancros à hipertensão arterial.
- Evitar bebidas alcoólicas, tabaco e outras drogas.
- Evitar comportamentos sexuais de risco.
- Tanto quanto possível, manter estabilidade emocional e níveis elevados de auto-estima, evitar o stress, gerir o tempo tendo ocupações alternativas e períodos de relaxamento, e recusar o recurso fácil a medicamentos psicotrópicos, sobretudo em automedicação.
- Praticar exercício físico regular com prazer, sem esforço exagerado e adaptado à idade e condição física do sujeito, proporciona sensação de bem-estar e ajuda a ter sono de qualidade.
- Ter vida regrada com tempo de sono necessário e de padrão regular.
- Visitar o médico de família regularmente, mesmo sem evidência de doença.
- Depois da doença surgir, cumprir escrupulosamente as prescrições médicas.
Estes são procedimentos simples mas fundamentais que, a médio e longo prazo, se reflectirão na saúde de toda a população, dando corpo à ideia dos profissionais de saúde e aos dados epidemiológicos de que a atitude mais correcta de um sistema de saúde, mais do que tratar a doença, é promover a saúde prevenindo a doença.
A OMS instituiu o dia 7 de Abril como o Dia Mundial da Saúde.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$saude>.

Artigos relacionados

afecto

Afecto é o atributo psíquico que dá valor e representação à realidade. Os afectos valorizam tudo aquilo que está fora de nós, como os factos e os acontecimentos, bem como aquilo que está dentro de nós (causas subjectivas), tal como os nossos medos, os nossos conflitos e anseios. O afecto valoriza também os factos e acontecimentos do nosso passado e as nossas perspectivas em relação ao futuro.
Existem diversos factores e acontecimentos que fazem alterar a forma como percepcionamos a realidade, por exemplo um indivíduo com uma depressão vê o mundo de uma forma triste e sente-se pior do que de facto é, isso produz insegurança e baixa da auto-estima. Neste caso, os afectos têm uma representação negativa da própria pessoa.
O transtorno afectivo mais típico é a depressão com todo o seu quadro clínico conhecido. Os quadros ansiosos do tipo pânico, fobias e somatizações também têm como fundo alterações da afectividade. Para entender a afectividade é necessário compreender antes alguns elementos do mundo psíquico: as representações, as vivências e os sentimentos. Durante toda a nossa vida, os factos ou acontecimentos vividos por nós são as experiências de vida e passam a fazer parte da nossa consciência. Dos factos e acontecimentos teremos lembranças e sentimentos, assim como também teremos lembranças desses sentimentos, portanto, lembrar-nos-emos não apenas das nossas experiências de vida mas também se elas foram agradáveis ou não, aprazíveis ou não.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$saude>.

dieta

A dieta alimentar diz respeito aos alimentos que diariamente necessitamos de ingerir, por forma a fornecer ao nosso organismo os elementos químicos necessários para a manutenção, crescimento e regeneração do corpo, bem como para os processos de produção energética, dos quais depende a manutenção do metabolismo, logo, da vida.
A dieta alimentar diária deve ser diversificada, incluindo todos os tipos de biomoléculas características dos seres vivos (prótidos, lípidos e glícidos), bem como vitaminas, água e sais minerais diversificados.
A quantidade de substâncias com função plástica, energética ou reguladora, bem como a proporção entre si, são características de cada indivíduo, num dado momento, já que dependem de vários factores, como a idade, sexo, clima, actividade diária e estado de saúde.
No dia-a-dia, o termo dieta é recorrentemente usado como sinónimo de hábito alimentar. No entanto, esta analogia nem sempre é verídica, já que o último termo se reporta ao tipo e quantidade de alimentos que diariamente compõem as refeições, escolhas estas que, na maior parte das vezes, se encontram desfasadas do que deveria ser a dieta alimentar - aquilo de que, na realidade, o organismo necessita.
São vários os desequilíbrios induzidos por hábitos alimentares incorrectos, sendo os mais frequentes as avitaminoses (carências vitamínicas diversificadas, resultantes de uma alimentação pobre, sobretudo, em produtos vegetais), obesidade (ingestão excessiva de nutrientes energéticos, como os glícidos e, principalmente, gorduras), osteoporose (carência em cálcio, por falta deste alimento na alimentação, sobretudo, em mulheres na menopausa) e anorexia (carência generalizada de nutrientes, conducente a magreza extrema e falência orgânica, em resultado de uma ingestão quase nula de alimentos, devido a distúrbios psíquicos).
Nos países subdesenvolvidos, em populações carenciadas, podem surgir perturbações devido a carências dietéticas, como o raquitismo, Kwashiorkor e o escorbuto, entre outras.
A palavra dieta surge também associada a situações em que o indivíduo, por prescrição médica ou vontade própria, sente necessidade de alterar os seus hábitos alimentares, estabelecendo um regime nutricional mais correcto, porque mais próximo das suas efectivas necessidades. Esta situação, vulgarmente representada pela expressão fazer dieta, surge quase sempre associada à necessidade da redução do peso corporal, sendo muitas vezes feita sem o controle de um especialista, o que conduz, também, a hábitos alimentares errados. De facto, estas dietas hipocalóricas são quase sempre desequilibradas, não fornecendo ao organismo todos os elementos químicos de que necessita, originando perturbações que podem ter consequências graves.
Uma dieta alimentar equilibrada é o primeiro passo para a manutenção da homeostasia (equilíbrio) do organismo.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$saude>.

doença

Doença é uma alteração orgânica ou funcional dos processos vitais do organismo, em resposta a um desequilíbrio da homeostasia interna.
A doença pode ser desencadeada por factores intrínsecos ao organismo, como a multiplicação desregulada de células (em caso de cancro), ou por factores extrínsecos, como agressões, que provoquem danos anatomofisiológicos, e agentes etiológicos causadores de patogenias, como vírus e bactérias, por exemplo.
Uma doença pode ser estrutural - se existem alterações da anatomia ou microanatomia de uma estrutura (tecido ou órgão) - ou funcional, quando um órgão altera a sua função, sem mudanças anatómicas evidentes.
Os organismos desenvolvem mecanismos de resposta à doença, tentando eliminar a causa ou reduzir os danos, do que resulta a ocorrência de sintomas, que se podem também tornar prejudiciais quando são muito intensos, como febre elevada.
Um tipo menos conhecido de doença é o de origem psicossomática, em que não existe um agente etiológico ou factor desencadeante definido, surgindo por alterações orgânicas decorrentes de um controlo instável do sistema nervoso central.
A 11 de Fevereiro, comemora-se o Dia Mundial do Doente.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$saude>.

epidemiologia

É o estudo nas populações dos padrões de ocorrência e de distribuição dos estados de saúde, das doenças e seus factores de risco, defeitos, disfunções e morte. Tem como finalidade avaliar a sua frequência, descobrir a causa da propagação desses fenómenos e ainda estabelecer as associações de causa e efeito entre os factores de risco e as doenças. Utiliza os métodos epidemiológicos, o estudo de campo e a metodologia estatística. É assim possível compreender a ocorrência de fenómenos ligados à morbilidade e à mortalidade.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$saude>.

higiene

A higiene engloba uma série de processos que se destinam a assegurar o bem-estar físico e psíquico dos indivíduos, bem como a sua articulação harmoniosa com o meio envolvente.
Ao nível do indivíduo, a higiene caracteriza-se por dois aspectos principais: a higiene física e mental.
A higiene física visa a manutenção de uma adequada limpeza do corpo, removendo a sujidade, secreções e microrganismos que, durante a actividade diária, se tenham instalado sobre ele, assegurando assim a manutenção da pele, mucosas e outras estruturas, em contacto com o meio externo, em condições óptimas, bem como uma adequada prevenção da instalação de parasitas ou agentes infecciosos, como vírus, bactérias e fungos. Engloba também a manutenção dos ritmos e hábitos de vida que respeitem as necessidades do organismo, como, por exemplo, uma adequada dieta (higiene) alimentar.
A higiene mental caracteriza-se pela manutenção dos indivíduos em ambientes não causadores de stress excessivo, que sejam susceptíveis de desencadear perturbações psíquicas ou neurológicas, bem como a ausência de estímulos susceptíveis de desencadear essas mesmas alterações. Para a manutenção de uma adequada higiene mental, é necessário também o respeito pelo período do sono, variável consoante a idade e a actividade diária, afim de possibilitar não apenas a recuperação física, mas, também, psíquica, já que o sono é fundamental para o ordenamento da memória, principal interface das reacções do organismo com o meio ambiente.
A higiene pode também ser analisada sob um ponto de vista ambiental e social.
Em termos ambientais, a manutenção de boas condições sanitárias é fulcral para a manutenção da higiene individual. A existência de sistemas de tratamento de lixo, águas residuais e águas para consumo é essencial para a conservação das populações de microrganismos potencialmente patogénicos a níveis baixos, reduzindo assim os riscos de contaminação microbiana dos indivíduos. A conservação da natureza e dos ecossistemas naturais é essencial para a manutenção da vida, já que eles asseguram a manutenção dos ciclos de energia e matéria, logo, a possibilidade de manutenção do planeta num equilíbrio higiénico homeostático.
A higiene social engloba os aspectos ambientais inerentes à sociedade humana, nomeadamente as relações interpessoais e os sentimentos de segurança, factores cruciais para a manutenção de uma adequada higiene mental, logo, também física.
As preocupações com a manutenção da higiene são bem visíveis nas unidades de saúde, onde existem especialistas de higiene - individual e ambiental -, afim de assegurar uma boa saúde pública.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$saude>.

Organização Mundial de Saúde (OMS)

Organização Mundial de Saúde, uma instituição especializada das Nações Unidas. Foi fundada a 7 de Abril de 1948 com o objectivo de apoiar a cooperação internacional para a melhoria das condições de saúde. As acções da OMS prendem-se com o controlo de epidemias, o emprego de medidas de quarentena, a estandardização de medicamentos, a regulamentação sanitária, e o planeamento e a execução de campanhas de vacinação, rastreio e prevenção de doenças, nomeadamente através da informação prestada às populações. A instituição é financiada pelas contribuições anuais dos estados-membros e tem sede em Genebra.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$saude>.

relaxamento

Relaxamento é uma técnica que pretende restabelecer um equilíbrio psicotónico. As técnicas do relaxamento constituem um conjunto de procedimentos de intervenções úteis, não só no âmbito da psicologia clínica e da saúde, como também no da psicologia aplicada em geral e da psicanálise. Um dos métodos mais comuns de relaxação é a relaxação muscular progressiva introduzida por Jacobson em 1929. Jacobson foi um dos pioneiros da relaxação e trabalhava com sujeitos hipertensos. Partia do princípio que existem factores psicológicos que provocam hipertonia muscular, stress, ansiedade, etc. A abordagem é essencialmente fisiológica, mas quando trabalha o corpo provoca efeitos psicológicos mais desinibidos.
Na aplicação da relaxação à terapia comportamental, a pessoa deve estar confortavelmente deitada ou sentada, cada sessão tem a duração de 30 minutos, duas vezes por semana durante um ano e pretende-se que a pessoa aprenda as técnicas e depois as possa utilizar sozinha sem a ajuda do terapeuta. O método consiste na utilização de contrastes entre situações de crispação muscular e descontracção. Começa-se por trabalhar grandes zonas musculares, por exemplo um braço, e progressivamente vai-se trabalhando zonas cada vez mais pequenas, por exemplo, a mão, o dedo, a falange. Numa etapa seguinte, utiliza-se a focalização e concentração no tórax e sua contracção e usando a respiração para repelir e conter o ar, na última etapa, tenta-se que o sujeito sinta alterações musculares ao imaginar uma cena e se isso acontecer pretende-se que relaxe os músculos contraídos; o importante é passar toda essa técnica para a vida quotidiana.
O relaxamento autógeno de Shultz surge em 1932 na Alemanha e é elaborada a partir das manifestações psicofisiológicas da hipnose, ou seja o sono, sensação de peso e de calor, etc. É uma das técnicas mais conhecidas de relaxamento, consistindo numa série de frases que induzem à auto-sugestão e proposição de bem-estar. Shultz era professor de Neurologia e Psiquiatria e trabalhava com sujeitos psicóticos onde utilizava a hipnose.
Nesta técnica a ideia centra-se em que se pode partir da sensação de peso e calor para chegar a um estado de alteração da consciência - auto-hipnose. O sujeito provoca alterações no seu estado tónico num processo de autodescontracção concentrativa. Numa primeira etapa, que dura de dois a seis meses, com duas sessões por semana, de apenas 5 minutos cada, pois cria sensações muito fortes, o indivíduo faz o exercício três vezes por dia durante 15 dias de treino e passa-se a outro exercício se o último for assimilado. As sessões vão aumentado até à uma hora de duração. Trabalha-se ao nível muscular, de respiração, indução de repouso e exercício de peso.
Existem muitas técnicas de relaxamento todas com o mesmo objectivo, a de proporcionar a tomada de consciência sobre o próprio corpo e de ensinar o indivíduo a relaxar os músculos por vontade própria, através da percepção cognitiva do que é estar tenso ou relaxado. Muitas pessoas estão tão habituadas a um estado de tensão crónica que já não têm consciência deste facto. O relaxamento físico dos músculos, e em especialmente o relaxamento muscular progressivo, baseado no retesamento e no relaxamento dos principais grupos musculares do corpo, apresenta muitos benefícios. Além de diminuir a tensão acumulada, esta técnica torna-nos conscientes da resposta muscular do corpo ao stress. Pode ser obtido um relaxamento mental mais profundo através de vários métodos, como treinamento autogénico para a moderação e meditação, que exigem um ambiente tranquilo, longe do barulho e interrupções. Quando estamos em relaxamento profundo, a nossa respiração, bem como os nossos pensamentos, tornam-se calmos. Assim como a ansiedade antecipada e os pensamentos negativos podem desencadear a reacção de stress, os pensamentos positivos e a visualização de uma cena agradável e serena podem produzir calma e tranquilidade. Uma vez adquirida uma certa prática, alguns minutos de relaxamento são suficientes para restaurar e reequilibrar a mente e o corpo. Quanto mais praticarmos exercícios de relaxamento, mais longa será a duração dos seus efeitos. Gradualmente, o estado de relaxamento torna-se parte da nossa personalidade, criando uma melhor eficiência e desempenho, além de melhorar a qualidade de vida em geral.
Indicações para relaxamento: indivíduos normais em qualquer idade, patologias com distúrbios psicomotores, deficiência intelectual, distúrbios da linguagem, por exemplo em gaguez ou dislexia, ansiedade, obsessão, distúrbio do sono, neuroses, psicossomática, tais como asma, colite, doenças cardiovasculares, e em reumatologia.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$saude>.

toxicodependência

As drogas actualmente mais utilizadas são tranquilizantes, sedativos, álcool, estimulantes e antidepressivos, tudo drogas que afectam o bem-estar. Muitas destas drogas actuam alternando os níveis dos neurotransmissores no interior do cérebro. Por exemplo, as anfetaminas implementam a produção da norepinefrina, que vai actuar directa ou indirectamente nas células nervosas cerebrais.
Muitas drogas, incluindo o álcool, são tomadas para induzir a euforia. O uso habitual de muitas destas drogas provoca dependência psicológica, pelo que o utilizador se torna física e emocionalmente dependente. Quando privado da droga, o toxidependente torna-se irritável e incapaz de desenvolver as suas actividades normais.
Algumas drogas induzem a tolerância quando são tomadas continuamente durante algumas semanas. Isto significa que é necessário aumentar muito as doses para obter os mesmos efeitos. A tolerância ocorre devido ao facto de as células do fígado serem estimuladas a produzir grandes quantidades de enzimas que metabolizam e inactivam a droga. O uso de algumas drogas, tais como a heroína, o tabaco, o álcool e os barbitúricos, pode provocar o efeito de adição, de que resultam alterações fisiológicas nos corpos celulares, tornando o utilizador dependente da droga. Se o utilizador for bruscamente privado da droga, o seu organismo reage, apresentando sintomas de abstinência extremamente dolorosos. Estes sintomas podem consistir em vómitos, cãibras, insónias prolongadas, etc., por vezes muito prolongadas e até mortais. Para continuar a obter o efeito desejado, o toxicómano deve aumentar continuamente as doses. A depêndencia física do seu organismo passa a ser acompanhada por depêndencia psíquica da droga.
As drogas podem actuar nas sinapses impedindo a propagação da mensagem nervosa. Tranquilizantes como o valium interagem com os receptores. Estimulantes como a cocaína e as anfetaminas reforçam a acção da norepinefrina, quer provocando a sua secreção, quer evitando a sua reabsorção. Alucinogéneos como o LSD e a mescalina interactuam com o neurotransmissor serotinina. A lista é muito longa e o melhor conhecimento das funções da sinapse permite determinar a acção de muitas drogas.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$saude>.

Recursos Associados

Alimentos - medidor de calorias (recurso interactivo)

Ver Animação
Para iniciar a animação, clique sobre a imagem.

 

Fumador de cigarro

Dossier Abril

segurança social

A ideia da criação de sistemas de segurança social ganhou popularidade e foi impulsionada ainda no decorrer da Segunda Guerra Mundial. Nas Declarações das conferências internacionais de Santiago do Chile e de Filadélfia, ambas realizadas em 1942, foram aprovadas recomendações sobre a garantia dos meios de existência e acerca da prestação de cuidados médicos. Os anos 50 e 60 conheceram um aumento considerável de legislação neste sentido. No início dos anos 70 existiam 123 países que tinham adoptado programas de segurança social, entre os quais Portugal.
A segurança social começou por assumir os objectivos de cobrir as eventualidades decorridas no local de trabalho que, sem culpa do trabalhador, lhe pudessem causar a perda de salário temporária ou definitivamente, completando essa protecção com cuidados médicos; alargar a protecção aos adultos e às pessoas a seu cargo; e estabelecer prestações de montante moderado que permitissem aos beneficiários manterem um nível de vida razoável.
A organização da segurança social realiza-se em sistemas nacionais orientados para assegurar a manutenção dos meios de existência da população, nas eventualidades de que resulte a insuficiência ou carência de recursos, pela concessão de prestações adequadas às necessidades verificadas. O alargamento do campo de aplicação da segurança social a toda a população envolve a solidariedade desta e uma crescente intervenção do Estado, quer na gestão, quer no financiamento. O Estado aplica o princípio da generalização de forma a abranger todos os sectores populacionais e todas as situações de que resulte a perda ou redução dos meios de existência. Quanto às prestações, o principal princípio é o da eficácia em relação ao grau de cobertura das necessidades.
Os programas de segurança social são determinados pelo reconhecimento das necessidades da sociedade. O progresso económico eliminou alguns tipos de necessidades mas criou outras. Cada vez mais os Estados são responsáveis pela ordenação e financiamento do sistema e pela cobertura dos défices motivados pelo enquadramento de sectores populacionais de menor capacidade contributiva. Nas economias industrializadas, o desemprego, o aumento do número de excluídos, o aumento da esperança de vida e o decréscimo da taxa de natalidade (que fazem prever que haja, a prazo, mais pensionistas e menos cidadãos a contribuir para o sistema) são alguns dos grandes problemas que têm levado ao aumento das despesas do Estado com a segurança social, a que se juntam as dívidas dos contribuintes ao sistema. Segundo alguns especialistas, o chamado Estado-providência pode estar próximo da ruptura. Grande parte da população activa mostra-se céptica em relação ao futuro recebimento de pensões de reforma, pelo que procura precaver-se recorrendo a outros processos, designadamente junto das instituições financeiras.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$seguranca-social>.

ginástica aeróbica

A ginástica aeróbica como hoje a conhecemos evoluiu a partir da ginástica de manutenção que era praticada nos Estados Unidos nos anos 70. Esta ginástica era frequentada principalmente por senhoras com idades superiores aos 30 anos, que viam nesta actividade a oportunidade de adquirir uma boa condição física, recuperando a firmeza muscular e muitas vezes diminuindo o peso corporal. Esta forma de praticar uma actividade física tinha uma forte componente social que contribuiu em grande medida para uma rápida evolução e uma grande proliferação desta actividade.
Juntamente com estes factores, houve um conjunto de pessoas que através do seu trabalho possibilitaram que a ginástica aeróbica se tornasse conhecida e praticada em todo mundo. De mencionar: Jackie Sorensen (1971) com o Aerobic Dancing; Jane Fonda (finais do anos 70) e os seus programas de Workout (trabalho físico); Richard Simon e Victoria Principal (1980) com os Programas Aeróbicos e Marine Jahan (1981) com o Freedance. Esta evolução não parou, antes pelo contrário, prosseguiu de uma forma inovadora e surpreendente ramificando a ginástica aeróbica em muitas outras actividades como a ginástica localizada, o step training, cardio funk e o slide entre muitas outras formas. Esta evolução da modalidade foi acompanhada por uma série de conhecimentos sobre fisiologia, música e coreografias que permitiam cada vez mais uma prática eficaz, saudável e aliciante. Os profissionais (monitores ou instrutores) beneficiam também de uma dinâmica constante de trocas de conhecimentos, que são proporcionadas pelas convenções e actividades de formação.
Hoje em dia, ao contrário do que acontecia no seu início, os praticantes procuram as melhores academias e os melhores instrutores que cada vez mais tentam diversificar e melhorar as aulas ministradas.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$ginastica-aerobica>.

AMI

Sigla de Assistência Médica Internacional, uma organização não governamental, apolítica e sem fins lucrativos. Foi fundada em 1984 em Portugal, pelo cirurgião e urologista Fernando de la Vieter Nobre, com o objectivo de desencadear intervenções de carácter médico e humanitário em situações de subdesenvolvimento, fome, catástrofes naturais, epidemias, guerras, etc. Os profissionais de saúde que compõem a AMI, e que actuam como voluntários, intervieram já em países como Moçambique, Angola, Equador, Brasil e Índia, mas também em Portugal, sobretudo no apoio aos sem-abrigo.
A 10 de Dezembro de 2004, a organização recebeu o Prémio Direitos Humanos atribuído pela Assembleia da República.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$ami>.

Hipócrates

Sabe-se muito pouco sobre a verdadeira vida de Hipócrates. Segundo dados dispersos por algumas obras de Platão e de outros autores, Hipócrates terá nascido na ilha grega de Cós em 460 a. C. e morrido em Larisa, Grécia, em 377 a. C. Apesar de muitos destes dados estarem relacionados com lendas, o que é facto é que Hipócrates foi, sem qualquer dúvida, o mais célebre médico da Grécia antiga, tendo-lhe sido atribuído (ou à sua escola de Cós) a autoria de uma colecção de obras, Corpus Hippocraticum , com cerca de 60 livros e monografias. Este trabalho notável de sistematização apoia-se numa observação cuidadosa dos sintomas das doenças e abarca vários domínios dos conhecimentos médicos da época, que vão desde a anatomia até à fisiologia, passando pelas doenças psíquicas.
Hipócrates procurou basear a Medicina na experiência clínica, introduzindo um tipo de racionalidade lógica e rompendo, deste modo, com a prática da medicina da sua época que se apoiava na magia e na religião. Uma das suas mais célebres contribuições foi a teoria dos humores . Para os antigos gregos existiam quatro tipos fundamentais de fluidos: sangue, linfa, bílis negra e bílis amarela.
Segundo Hipócrates, cada humor estaria intimamente relacionado com um órgão e com o fluido que esse mesmo órgão produzia, e a personalidade de um indivíduo resultaria do tipo de fluído que predominasse no seu organismo.
Teríamos, deste modo, a seguinte classificação: sangue -- coração, personalidade do tipo sanguíneo ; linfa -- cérebro, personalidade do tipo linfático ; bílis amarela -- fígado, personalidade do tipo bilioso ; bílis negra -- baço, personalidade do tipo melancólico .
Ainda que incompleta, esta teoria de classificação das personalidades perdurou durante vários séculos e chegou até nós, popularizando-se através do senso comum, levando muitas pessoas a afirmar, ainda hoje, que determinados indivíduos têm um tipo de personalidade muito sanguíneo ou melancólico. No entanto, importa salientar que Hipócrates rompeu com a visão sobrenatural da época, atribuindo uma génese orgânica a aspectos psíquicos dos indivíduos e inter-relacionando uma causa biológica com um tipo de personalidade. A sua importância na medicina é comparada à importância que Sócrates teve para a filosofia e o facto de ter consagrado uma parte importante do seu trabalho às doenças psíquicas levou diversos autores contemporâneos a considerarem que Hipócrates teve um papel fulcral no aparecimento e desenvolvimento da psicologia.
Atribui-se ainda a Hipócrates a autoria do famoso juramento que os médicos fazem aquando da sua cerimónia de formatura e no qual se comprometem, entre outros aspectos, a defender a prática médica e a exercer a sua arte com dedicação, ética e honestidade.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$hipocrates>.

ioga

O Ioga é uma ciência do espírito e do corpo com origem em escrituras Hindu. O estudo e a prática do Ioga podem levar a um equilíbrio natural do corpo e da mente, que se reflecte na saúde de quem o pratica. Apesar de por si não criar saúde, o Ioga pretende ensinar que uma pessoa saudável é uma perfeita unidade de corpo, mente e espírito. É, portanto, uma filosofia com ensinamentos sobre todos os aspectos da vida, espirituais, mentais e físicos.
O termo Ioga tem origem no sânscrito e terá surgido há mais de 5000 anos na Índia, tendo sido transmitido por tradição oral até cerca de 400 anos antes de Cristo. Nesta altura, foi passado à escrita por Patanjali, nos Ioga Sutra. Nasceu aqui o chamado Ioga clássico, que se desenvolveu até ao século XI. A tradução literal da palavra Ioga é integração e união. O Ioga de Patanjali ensina os seguidores a tomar atitudes morais puras, práticas de controlo de respiração e posturas de concentração sem que a mente seja afectada por causas externas.
O Ioga pretende proporcionar o equilíbrio perfeito entre o corpo e a mente, auto-suficiência, bem estar e satisfação para alcançar mais vigor, vitalidade e serenidade. Assim, o Ioga tornou-se numa filosofia de vida baseada na harmonização do corpo físico, da respiração e da mente para atingir a união entre os corpos físico, emocional, energético e espiritual. Actualmente, o Ioga pretende harmonizar o corpo físico para reduzir os níveis de stress, desenvolver a concentração e melhorar a respiração, afectada pelos níveis de poluição.
Diz-se que os melhores praticantes de Ioga alcançam poderes extraordinários de visão, podem levitar e projectar a sua mente para outros corpos.
Ioga, em termos genéricos, é relativo a Karma Ioga (disciplina da auto-transcendência), Bhakti Ioga (do amor e devoção), Raja Ioga (disciplina suprema), Jnana Ioga (da percepção do conhecimento), Hata Ioga (da força), Mantra Ioga (dos sons sobrenaturais), Laya Ioga (da absorção ou dissolução dos elementos antes da dissolução natural com a morte) e Kundalini Ioga (do poder da serpente). Em termos mais restritos, refere-se exclusivamente a Ashtanga Ioga (a disciplina que une os oito ramos) ou Raja Ioga.
As origens do Ioga são difíceis de definir mas as provas arqueológicas mais antigas estão datadas de 3000 a. C. Trata-se de figuras em poses de Ioga gravadas em pedra que foram escavadas no Vale do Indo e que poderão representar Shiva e Paravati. Shiva é referido pela mitologia como fundador do Ioga e Paravati o seu primeiro discípulo.
O Ioga é mencionado pela primeira vez nas escrituras chamadas Vedas, livros da civilização que existia na altura no vale do Rio Indo, uma região situada no local onde hoje existe a fronteira entre a Índia e o Paquistão. Estas escrituras datam de 2500 antes de Cristo e na sua parte mais antiga, os Upanishads, figuram os principais fundamentos do ensino do Ioga e a filosofia conhecida como Vedanta.

Como referenciar este artigo:
saúde. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-04-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$ioga>.

 

Agora, todos os utilizadores podem consultar* integral e gratuitamente os conteúdos em destaque nas newsletters da INFOPÉDIA!

*Todavia, a navegação e a consulta de quaisquer outros conteúdos da Infopédia (excepto os do Dicionário da Língua Portuguesa) continuarão a estar disponíveis, em exclusivo, para os subscritores do serviço.


Para poder consultar os conteúdos das newsletters, bastará aceder à página principal deste site e seleccionar "Última Newsletter" ou "Arquivo de Newsletters".

Mas há mais: para além dos artigos e recursos multimédia destacados, terá ainda oportunidade de aceder a muita mais informação, graças ao INFOCLIQUE.

Clique aqui para saber mais sobre esta ferramenta GRATUITA.

Para esclarecer quaisquer dúvidas sobre a Infopédia, contacte, por favor, o nosso Serviço de Apoio Técnico, das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 18:00, de Segunda a Sexta-feira, através do telefone n.º (+351) 707 50 77 05 ou do fax n.º (+351) 22 608 83 69, ou ainda através da nossa página Centro de Contacto.