A Mesta

A Mesta era uma associação de pastores de gado transumante, que surgiu em Castela durante o século XIII, quando o rei D. Afonso X lhe reconheceu total autoridade sobre as diversas agremiações de pastores, tendo atingido o seu período de máxima atividade no século XVI. O grande desenvolvimento do número de cabeças de gado, chegando a ultrapassar a cifra dos três milhões, associado ao aumento do número dos seus membros, ficou a dever-se ao crescimento da procura da lã espanhola (lã merino, sobretudo) nos mercados da Europa, o que obrigou à fundação de uma organização bem estruturada para responder a este desafio.
No final do verão, os pastores conduziam os seus animais para as pastagens do Sul da Península Ibérica, para voltarem de novo ao Norte do território peninsular na primavera. Com o intuito de não danificarem as culturas, os pastores utilizavam geralmente caminhos largos, denominados canadas, e alimentavam o seu gado em terrenos baldios canalizados para esta finalidade.
Depois de ter atingido o seu apogeu no século XVI, a Mesta de Sória (Castela) iniciou a sua derrocada, com a limitação pelo poder municipal de algumas das suas regalias resultantes da atuação dos próprios e das fortes críticas que estes suscitavam. Esta derrocada vai-se acentuar ao longo dos tempos e a associação acabará por ser extinta nos começos do século XIX.
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