Abadia de Maria Laach

Abadia beneditina, fundada em 1093 por Henrique II, conde palatino da Renânia-Francónia, junto ao lago de Laach, no Eifel, na Alemanha, cujos primeiros monges são oriundos do Mosteiro de S. Maximino de Trier.
A igreja de estilo românico é consagrada, em 1156, pelo arcebispo de Trier e a abadia adota as constituições de Cluny, entrando, em 1474, na Congregação Bursfeld, onde ocupa uma posição de destaque.
A sua biblioteca e scriptorium são célebres.
A ocupação francesa, entre 1797 e 1802, tem como resultado a supressão da abadia, tornando-se a igreja, em 1815, e os edifícios monásticos, em 1824, propriedade do Estado. Neste ano, a abadia e seu património fundiário são vendidos a particulares.
Ocupada pelos jesuítas em 1862, conhece de novo uma grande atividade cultural e intelectual, bruscamente interrompida pela expulsão, em 1873, destes religiosos pelo Kulturkampf de Bismarck. A abadia é, então, «nacionalizada» e será reativada monasticamente por monges beneditinos alemães de Beuron, em 1892, que lhe dão novamente prestígio. Permanece ainda hoje uma das grandes comunidades beneditinas da Europa, reputada pelo seu centro de investigação científica, arquivos iconográficos e edições. Curiosamente, graças a preocupações artísticas e a uma hábil política de conservação, a abadia mantém escrupulosamente a sua feição românica dos tempos primordiais.
Como referenciar: Porto Editora – Abadia de Maria Laach na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-09-28 09:00:47]. Disponível em