Abraham Lincoln

Décimo sexto presidente dos Estados Unidos da América, nasceu a 12 de fevereiro de 1809 no Kentucky, América do Norte, no seio de uma humilde família, e morreu assassinado a 14 de abril de 1865, em Washington. Abraham Lincoln viveu também em Indiana com os seus pais, Thomas e Nancy Hanks Lincoln. Residiu depois em New Salem (Illinois), desta feita sozinho e trabalhando como empregado de balcão a partir de 1831. Ainda nesta localidade ganhou a vida como agente dos Correios, marcando todos os que o conheciam pela honestidade que lhe era intrínseca, e tornou-se deputado estatal (integrado no partido Whig) em 1834 e membro do Senado dez anos depois. Fez também serviço militar, chegando a participar na Black Hawk War no posto de capitão. Foi a partir da sua inserção no meio político que se dedicou ao estudo do Direito e em 1836 começou a exercer advocacia, tendo inclusivamente criado um escritório em Springfield, aquando da sua mudança para esta cidade (onde casou com Mary Todd, de quem teve quatro filhos), e sido associado de um outro, juntamente com William Herndon. A sua habilidade natural neste ramo e a itinerância que então caracterizava os tribunais do estado do Illinois contribuiram para o seu reconhecimento geral, pelo que se tornou membro da Câmara de Representantes em 1846 e do Congresso entre 1847 e 1849. O seu manifesto desacordo com a política do então presidente James Polk (sobretudo a propósito da Guerra do México) e, mais tarde, com a proposta de lei aprovando a escravidão no Nebraska e no Missouri elaborada pelo senador Stephen Douglas, aumentaram a sua notoriedade. Lincoln foi uma das personagens de destaque na formação do Partido Republicano dos Estados Unidos da América (1854), e assim estava aberto o caminho para que fosse apresentado como candidato a presidente dos Estados Unidos em 1860, pela assembleia nacional republicana. Contudo, havia bastantes oponentes ao seu governo, e quando se tornou efetivamente o 16.º presidente, em 1861, os onze estados sulistas que viriam a formar a Confederação dos Estados da América retiraram-se da Federação e declararam guerra, iniciando-se deste modo a guerra civil, conhecida como Guerra da Secessão (12/4/1861 - 1/4/1865). Como é sabido, foi a fação do Norte que saiu vencedora do conflito, Lincoln foi reeleito em 1864 e em 1865 a escravatura foi abolida nos EUA com a introdução das 13.ª e 14.ª emendas, havendo-se já procedido anteriormente à sua eliminação em alguns dos estados a partir do dia 22 de setembro de 1862 ("Proclamação de Emancipação"). Durante o seu primeiro mandato tornou possível a compra de terrenos governamentais na zona Oeste a um preço muito baixo, através do Homestead Act (1862), criou os bancos nacionais para suportarem um sistema financeiro sólido e propiciou uma renda de apoio às universidades agrícolas da cada estado (ele próprio vinha de uma família de agricultores, estando portanto sensível a este tipo de necessidades). Abraham Lincoln acabou por morrer assassinado no Teatro Ford pelo fundamentalista sulista John Wilkes Booth, no decorrer da peça de teatro "O nosso primo americano" a que o presidente assistia em Washington, treze dias depois da guerra civil ter terminado.
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