Acre

O estado de Acre fica no extremo sudoeste da região Norte do Brasil. Faz fronteira com o estado da Amazónia, a norte, a leste com o estado da Rondónia, a sul com o Peru e a oeste e a sudeste com a Bolívia. A capital é Rio Branco. Tem uma área de 152,581 km2 e uma população de 686 652 habitantes (censo de 2006) com uma densidade de 4,5 hab/km2 e uma esperança média de vida de 70,5 anos.
O estado de Acre fica quase todo ele na floresta amazónica, daí o relevo, dominado pelos planaltos, varia entre os 200 e 300 metros de altitude. A exceção é a serra de Contamara a oeste, com 609 metros de altitude, o ponto mais alto do território. A norte existe uma zona de planície. Os rios que atravessam o Acre nascem no Peru e, ou são afluentes do Amazonas, como o Juruá e o Purus, ou vão desaguar nos seus afluentes como o Tarauacá, o Embirá, e o Acre. Durante a estação seca, os rios ficam sem caudal para a navegação, isolando a área. O clima é equatorial, quente e húmido com temperaturas de 25ºC e precipitação de 2000 a 2500 mm anuais. A vegetação é dominada pela floresta amazónica. Em 1867, este território foi atribuído à Bolívia, pelo Tratado de Ayacucho, firmado com o Brasil. Na viragem do século XIX para o século XX, foi declarada a 1.ª República do Acre, seguida de uma segunda tentativa de implantação do regime republicano, igualmente mal sucedida. Até 1903, o Acre era território boliviano e nesse ano, José Plácido de Castro, um soldado brasileiro declarou a 3.ª República do Acre. Contudo, tropas governamentais, comandadas pelo Barão do Rio Branco, apressaram-se a tomar uma posição e marcharam para o local. Por fim, em 1903 foi assinado o Tratado de Petrópolis que entregou a região do Acre ao Brasil. A ação diplomática exercida pelo barão do Rio Branco valeu-lhe o nome para a nova capital do território. Em 1962, foi elevado à categoria de estado federal.
O estado do Acre é pouco povoado devido às dificuldades de acesso. A população concentra-se quase toda ela em duas cidades: na capital, Rio Branco e no Cruzeiro do Sul, onde também se encontra um polo de desenvolvimento económico.
A principal atividade é a extração da borracha, que teve um pico de produção no virar do século XIX para o XX e depois durante os anos 40, quando muitos nordestinos emigraram para a região. Para além do látex, tem-se apostado na extração de produtos naturais para a indústria alimentar, farmacêutica e para a cosmética. O desbravamento da floresta para criar pastagens tem sido uma ameaça à biodiversidade da região. Os rios são o principal meio de transporte e quase todos os núcleos urbanos foram construídos à beira dos rios, mas durante a época das chuvas, a comunicação por terra fica cortada e as cidades isoladas. Sem um sistema de esgotos, nem mesmo em Rio Branco, a mortalidade infantil devido à malária e à disenteria é muito elevada.
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