adivinhação

A adivinhação foi usada ao longo da História como meio de prever acontecimentos futuros, numa necessidade de antevisão daquilo que está reservado tanto a indivíduos como a grupos sociais. Veja-se, por exemplo, o caso dos oráculos, transmitidos pelas sibilas, e os áugures e arúspices da Antiguidade Clássica, que, de diferentes maneiras, praticavam a adivinhação, hábito que lhes tinha chegado por influência mesopotâmica e egípcia.
Quem faz a adivinhação ligada ao mundo dos defuntos tem o nome de medium, ou seja, "aquele que faz de intermediário", e tem de ser alguém com sensibilidade especial para o que faz parte do mundo invisível.
Os métodos utilizados para a adivinhação são variados, como, por exemplo:
- a necromancia, em que se invoca e colocam questões aos mortos;
- a cartomancia, que utiliza as cartas para adivinhar;
- a quiromancia, que se serve das linhas da palma das mãos para ler o futuro e conhecer a história individual;
- o espiritismo, em que se invocam os espíritos e se lhes colocam questões;
- a oniromancia, interpretação dos sonhos;
- a leitura interpretativa dos movimentos do pêndulo;
- o sortilégio, adivinhação que deriva da interpretação de algo que se atira à sorte;
- a astrologia, que estuda o indivíduo através dos astros;
- a astragalomancia, atirando ossos marcados com símbolos para o chão;
- a acrimancia, utilização do fogo;
- a ornitomancia, muito praticada pelo romanos, em que se adivinhava através do voo dos pássaros, entre muitos outros métodos.
Uma variante da astragalomancia praticada pelos adivinhos das crenças resultantes das miscigenações africanas e brasileiras é a do lançamento de búzios.
A adivinhação é uma prática bastante contestada, não só por poder servir de instrumento de manipulação aos mais incautos e supersticiosos como, desde o ponto de vista da religião cristã, interfere com a responsabilidade que cada fiel tem perante Deus e da liberdade individual, que Ele conferiu aos seres humanos para gerirem as suas vidas sem condicionalismos superiores. Este facto chegou a levar a Igreja a condenar a adivinhação, impondo severas punições em determinadas épocas da sua história.
Contudo, a adivinhação é uma prática cultural de extrema relevância entre muitos povos e culturas, sendo o adivinho um membro da comunidade que, neste contexto, se reveste de grande importância por ter um dom e servir de intermediário com os deuses. Um dos personagens que se destacou no mundo ocidental por ter elaborado um conjunto de predições que abrangem um tempo futuro muito vasto foi Nostradamus.
Como referenciar: Porto Editora – adivinhação na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-24 08:56:35]. Disponível em