Adolf Loos

Arquiteto austríaco, Adolf Loos nasceu em 1870, em Brunn (hoje Brno), na República Checa. Estudou na Staatsgewerbeschule, em Reichenberg, frequentando depois o curso de arquitetura da Technische Hochschule de Dresden que concluiu em 1890.
Instala-se durante três anos nos Estados Unidos da América onde trabalhava como desenhador. Nesse país, tomou contacto com as mais recentes manifestações da arquitetura modernista, como os edifícios da Escola de Chicago e da civilização moderna, representada na Feira Mundial de Chicago. Em 1896, voltou para a Europa e iniciou a carreira de arquiteto.
Em 1907, realizou um dos seus primeiros projetos conhecidos, o American Bar. Entre 1909 e 1911, construiu o edifício de habitação e comércio da Michaelerplatz, localizado no centro antigo de Viena. Este projeto, embora evidenciando aproximações à linguagem clássica (como se verifica noutras obras de Loos, como o Concurso para o Chicago Tribune) foi muito mal recebido pelo público devido à extrema simplicidade das suas fachadas. Ao mesmo tempo estava em construção da Casa Steiner, uma habitação unifamiliar com rígido volume cúbico em betão armado e linguagem simplificada e ortogonal, que se tornaria num dos seus trabalhos mais conhecidos e influentes.
Entre 1920 e 1922 Loos trabalhou para a Siedlungsamt de Viena, projetando alguns edifícios de habitação social. Mais tarde estabelece-se em Paris, onde edificou a casa do poeta Tristan Tzara (1925-26) e três anos depois fez o projeto (não construído) para a casa de Josephine Baker, para a qual desenha fachadas revestidas com tiras de mármore preto e branco. De volta a Viena, projetou a Casa Moller, em Viena, (construída entre 1927 e 1928) e a casa Müller, em Praga, (1930), famosa pelo seu elaborado interior no qual os espaços se interpenetram e se expandem livremente em pés-direitos duplas e diferenças de cota dos pavimentos. Loos designa esta qualidade espacial por raumplan.
Para além dos projetos de arquitetura, este arquiteto desenvolveu uma importante obra teórica, formada por conferências, artigos e pequenos ensaios que publicava regularmente desde 1897. Em 1903, lançou o jornal Das Andere, que só conheceu dois números, terminando no mesmo ano. Em 1908, publica o livro Ornamento e delito, o seu ensaio mais divulgado internacionalmente, marcado por um ataque ao ornamento decorativo, que achava supérfluo. Este ensaio marcou a rutura definitiva com os arquitetos que integravam o movimento da Secessão Vienense, como Hoffmann e Olbrich.
A sua preocupação e interesse com a formação dos arquitetos levou-o a fundar, em 1912, uma escola de arquitetura, que não chegou a ser oficializada, mas na qual ensinou alguns arquitetos importantes, como Neutra ou Schindler. Durante alguns anos foi também professor da universidade parisiense da Sorbonne.
Adolph Loos morreu em 1933.
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