Adriano II

Papa italiano, era membro da nobreza de Roma, e antes de se tornar sacerdote casou-se e foi pai de uma filha.
Tinha recusado por duas vezes apresentar-se como candidato ao trono de São Pedro, acabando por aceder, apesar de já ser de idade avançada.
O seu papado ocorreu de 14 de dezembro de 867 a dezembro de 872 (?). A sua filha e a sua mulher foram assassinadas por Eleutério, irmão do bibliotecário Anastácio, durante a invasão de Roma pelo duque de Spoleto. Contudo, Eleutério seria nomeado chanceler pontifício, o que levou o povo a duvidar da fortaleza de carácter do papa, tendo este de declarar publicamente a sua intenção de continuar a política de Nicolau I.
A autoridade primacial do papa não se fez notar neste pontificado, sendo um exemplo o facto de Nicolau I não ter conseguido a libertação de Metódio, encarcerado por Luís o Germânico, pelo sucesso da sua missão em terras eslavas.
No ano de 869 foi realizado um sínodo em Roma onde se condenou o patriarca Fócio, assim como um concílio em Bizâncio que pretendia a união das Igrejas de Roma e de Bizâncio, agora possível porque o novo imperador repôs o patriarca Inácio e ambos se comprometeram a reconhecer a autoridade suprema do bispo de Roma. Neste concílio, contudo, decidiu-se que a Bulgária pertencia ao âmbito de missionação de Bizâncio e que a imunidade que até aí era apanágio da sede romana se estenderia às de Jerusalém, Bizâncio, Alexandria e Antioquia.
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