aeronoma

Termo criado por Sidney Chapman (1888-1970) utilizado em meteorologia para designar a ciência que estuda as regiões atmosféricas onde os fenómenos de dissociação e ionização são significativos. Esta definição aplica-se quer à atmosfera terrestre quer à atmosfera planetária.
O termo aeronoma foi adotado na Assembleia Geral de Geodesia e de Geofísica que se realizou em Berna, em 1954.
A aeronomia é sobretudo uma ciência interdisciplinar na qual a Física, a Química, a Matemática e a tecnologia espacial desempenham um papel significativo. A atmosfera terrestre pode ser dividida em várias regiões caracterizadas por um estado dinâmico e uma distribuição vertical da temperatura. A composição volúmica, isto é, as abundâncias relativas dos constituintes principais da atmosfera, embora as suas concentrações diminuam com a altitude, mantém-se constante até à altitude de 100 a 110 quilómetros, denominada homopausa ou termopausa. Este termo é geralmente utilizado para caracterizar a altitude a partir da qual os fenómenos de turbulência não são suficientemente eficazes para assegurar uma mistura perfeita. Acima dos 100-110 quilómetros, os constituintes principais podem separar-se por efeito da difusão molecular no campo da gravidade terrestre. Os constituintes mais leves, tais como o oxigénio atómico, hélio e hidrogénio atómico, difundem-se mais facilmente para cima, já que a pressão decresce mais lentamente na heterosfera.
Finalmente, para além de uma altitude variável com a atividade solar, a concentração dos constituintes atmosféricos torna-se tão baixa que a colisão entre as partículas se torna negligenciável. A interação da energia solar de comprimento de onda inferior ao do ultravioleta com a matéria conduz à fotoionização, à excitação dos átomos ou mesmo à sua desintegração.
As partículas seguem trajetórias parabólicas, elípticas ou hiperbólicas.
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