aikido

O aikido é uma arte marcial de auto-defesa concebida no Japão em 1931 por Ueshiba Morihei, que viveu entre 1883 e 1969, com o objetivo de conjugar harmonia e energia. Morihei era um estudioso de diversas artes marciais e fundou uma escola, a Kobukai, onde ensinava as suas técnicas e filosofias. Tendo-se inspirado no jiu-jitsu (que consistia em defesa desarmada), no kenjitsu (que utilizava espadas), e no sojitsu (que recorria a lanças), via o aikido como um meio de purificação das pessoas e de treino espiritual e a sua intenção ao criá-la era a de unir todos em paz.
A ideia principal desta arte marcial é optar por movimentos precisos e pela inteligência para responder a ataques de oponentes armados ou desarmados, evitando o contacto com as mãos.
Há duas categorias básicas de movimentos, os de controlo do inimigo e os do seu arremesso. Dentro destas duas vertentes, chamadas wazza, existem mais de 700 movimentos. Quase todos derivam do movimento base de auto-defesa de alguém se libertar de quem o prende atirando o oponente ao chão após pressão sobre os seus membros. De seguida é necessário apertar as articulações do inimigo, de modo a imobilizá-lo. Mais do que vencer o oponente, a ideia é neutralizá-lo, recorrendo a uma união entre a mente, o corpo e o espírito, o que promove um bem-estar físico e psicológico. Assim, o aikido ensina a relaxar, avaliar a situação e responder de forma direta e clara, mas para se chegar a este estágio primeiro é preciso compreender a sua filosofia e princípios. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi o filho de Ueshiba Morihei, Kisshomaru, quem preservou, no meio de uma cidade de Tóquio devastada por bombardeamentos dos Aliados, o edifício da escola onde se praticava o aikido, a Kobukai.
No período pós-Guerra esta arte marcial atraiu as atenções do público e, em 1948, foi criada a Associação de Aikido, uma entidade sem fins lucrativos reconhecida pelo governo nipónico e que ainda hoje funciona como centro mundial da modalidade.
Após a morte do pai, em 1969, Kisshomaru substituiu-o como mestre máximo do aikido e foi o responsável pela internacionalização da arte. Uma das armas utilizadas por Kisshomaru, que viria a morrer em 1999 com 77 anos, foi a escrita de livros com a descrição das técnicas e da filosofia do aikido.
Moriteru Ueshiba, filho de Kisshomaru, passou a ser, posteriormente, o responsável máximo do Aikido a nível mundial.
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