Alberto Chissano

Escultor moçambicano nascido em janeiro de 1934, em Majacaze. Órfão de pai desde o nascimento, foi educado pela mãe e pelos avós. A avó, uma curandeira famosa, ensinou-lhe a observar com atenção a natureza que o rodeava e transmitiu-lhe um vasto mundo simbólico que, de certa forma, influenciou a sua arte. Outra das influências marcantes no seu trabalho é a cultura tradicional changana que conheceu de perto.
Exerceu um leque variado de profissões, como guardador de rebanhos, aprendiz de alfaiate, empregado doméstico, mineiro, militar e empregado do Núcleo de Arte de Maputo. Iniciou-se na arte de esculpir nos anos 60, a conselho do pintor Malangatana, e fez a sua primeira exposição em 1966. A madeira é o material que Alberto Chissano usava para as suas esculturas - algumas delas atingem cerca de três metros de altura. A tristeza, que caracterizava o escultor, está presente em todas as suas obras, como símbolo do sofrimento, da fome e da miséria.
Fez a sua primeira exposição em Portugal no ano de 1974, a que se seguiram outras nos anos 80. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian no início da década de 80. Criou na sua própria casa a Fundação Alberto Chissano.
Alberto Chissano suicidou-se em fevereiro de 1994, na sua residência.
Como referenciar: Alberto Chissano in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-24 09:44:03]. Disponível na Internet: