Alberto de Monsaraz

Poeta, político e jornalista, Alberto de Monsaraz nasceu no dia 28 de fevereiro de 1889, em Lisboa. Herdou do pai, o poeta António de Macedo Papança, o título de conde, tornando-se assim segundo Conde de Monsaraz.
Licenciou-se na Faculdade de Direito de Coimbra com a nota final de 18 valores e, tal como o seu pai, cedo formou o espírito nos ideais monárquicos. Foi mesmo, juntamente com outros companheiros de ideologia, um dos fundadores do movimento "Integral Lusitano".
A sua militância monárquica levou-o, em janeiro de 1919, a combater na revolta de Monsanto contra a república vigente, saindo gravemente ferido. Como consequência, viu ser-lhe extraído o rim direito e teve de viver até ao fim dos seus dias com um estilhaço de granada no fígado. As suas convicções políticas ficaram celebrizadas em muitas das suas poesias, o que lhe valeu o exílio por várias vezes, em Marrocos e em Paris. Mas Alberto de Monsaraz não foi apenas um poeta monárquico militante, como também um admirável lírico, com obras como Romper d'Alva, a primeira, em 1909, e Céus, a última, em 1952. Foi ainda diretor da revista Nação Portuguesa e do diário A Monarquia. O jornalismo foi outra das grandes paixões do Conde de Monsaraz, que sempre se bateu pela liberdade de Imprensa contra a Censura.
Durante a grave crise europeia que mediou entre as duas Grandes Guerras Mundiais, na primeira metade do século XX, Alberto de Monsaraz acompanhou ainda Rolão Preto na aventura dos movimentos do Nacionalismo-Sindicalismo. Foi este, aliás, o motivo que o levou para o seu último exílio.
Morreu em Lisboa a 23 de janeiro de 1959
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