Alexander Parkes

Químico, metalúrgico e inventor britânico, nasceu a 29 de dezembro de 1813, na cidade de Birmingham, em Inglaterra, e faleceu a 29 de junho de 1890, nos arredores de Londres, em West Dulwich. Cresceu em termos de formação entre a ideologia e a invenção, não chegando a ser um académico nas áreas da física e da química, embora esta ausência de base científica fosse normal no século XIX. Mas tal não obstou a que inovasse cientificamente e aperfeiçoasse métodos de produção industrial. O seu trabalho esteve sempre mais ligado à metalurgia, área em que demonstrou grandes capacidades. Por exemplo, foi mesmo o primeiro metalúrgico a propor o uso de fósforo no fabrico de ligas metais de forma a aumentar a sua dureza e resistência. Também se notabilizou por uma outra invenção na metalurgia, o método de extrair prata do minério de chumbo (1850), através da adição de zinco no chumbo. Ambos eram misturados e submetido a um processo de fusão. Quando misturado, o zinco em fusão reage e forma compostos contendo alguma prata e ouro que existiam no chumbo. Os compostos de zinco são mais leves que o chumbo e, depois de arrefecidos, formam uma crosta que pode ser facilmente removível. Este método de obtenção de prata ficou a chamar-se, precisamente, de Parkes.
Mas os maiores louros de Alexander Parkes não vieram da metalurgia. Parkes trabalhava por vezes no fabrico de borracha natural, numa época em que então se registavam grandes avanços na descoberta da vulcanização e no desenvolvimento da tecnologia industrial a ela ligada. A procura indistrial de borracha era cada vez maior, não conseguindo as manufaturas produzir a um ritmo consonante com o as exigências do mercado. Parkes começou a interessar-se então por substâncias que se pudessem revelar alternativas à borracha, ou com resultados similares, em termos de matéria-prima para outras aplicações industriais. Surgiu assim o contributo mais importante de Alexander Parkes como inventor. De facto, a ele se deve a descoberta do processo de vulcanização a frio (1841), um método apropriado para a obtenção de lâminas muito finas de borracha ou objetos de pouca espessura no mesmo material. Tendo também tomado conhecimento de uma substância chamada nitrato de celulose ("descoberta" em 1845, em Basiléia, Suíça, por C. F. Schönbein) Alexander Parkes desenvolveu um novo material que poderia ser usado em estado sólido, plástico ou fluído, por vezes duro como marfim, opaco, flexível, impermeável, colorável e podendo ser usado em utensílios e ferramentas. Este material flexível e durável chamou-se Parkesine (c. 1855, com patente registada em 1861). A Parkesine - divulgada por toda a Grã-Bretanha a partir da Grande Exposição de Londres de 1862 - foi quimicamente obtida a partir de uma mistura de clorofórmio e óleo de rícino, processo este que conduziu depois ao desenvolvimento do primeiro material plástico sintético, o celuloide. Nasciam então os polímeros.
Em 1866, Parkes fundou a Parkesine Company para fabrico de produtos com base no seu novo material. Pouco tempo depois, todavia, a empresa faliu. Mais tarde fundou outra empresa, em parceria com Daniel Spill, que em 1874 faliria também. Parkes tinha mais sorte, na verdade, com as descobertas e inventos.
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