Alexandre Rey Colaço

Pianista, compositor e pedagogo português nascido a 30 de abril de 1854, em Tânger, Marrocos.
Frequentou o Conservatório de Madrid onde obteve o 1.º prémio na categoria de Piano, em 1874, e depois foi reconhecido artisticamente em Lisboa, após dois concertos: um, no Conservatório; o outro, no Teatro D. Maria II. Posteriormente, foi para Paris aperfeiçoar-se em Piano. Aí, estudou com Théodore Ritter e George Mathias, último discípulo de Chopin, e contactou com o compositor Gabriel Fauré.
Regressado a Lisboa, foi aconselhado pelo violinista e chefe de orquestra Enrique Fernández Arbós a prosseguir os seus estudos em Berlim. O jovem pianista partiu então para a capital alemã onde frequentou, durante quatro anos, a Hochschule fur Müsik.
Em 1887, regressou definitivamente a Lisboa e demonstrou o seu talento de concertista, em extraordinárias sessões de música de câmara. Dez anos mais tarde, foi designado professor do Conservatório Real de Lisboa e, entre 1915 e 1919, requereu uma licença sem vencimento por não ter sido escolhido como um dos membros da comissão responsável pela reforma do ensino artístico. Foi ainda professor dos príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel, entre 1903 e 1910, e pianista da Real Câmara.
Compôs obras de índole nacionalista, como Cantigas de Portugal (para piano e voz) e Fados (9 peças para piano). Rey Colaço, juntamente com Viana da Mota, foi um dos maiores pianistas portugueses do final do século XIX e do primeiro quartel do século XX. Foi ainda um dos primeiros compositores eruditos a valorizar a música popular portuguesa, tornando-se, por isso, precursor de Freitas Branco e de Lopes-Graça.
Alexandre Rey Colaço faleceu a 11 de setembro de 1928, em Lisboa.
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