Alexandre Soares dos Santos

Empresário português, natural da cidade do Porto, Alexandre Soares dos Santos nasceu em 1934 e morreu a 16 de agosto de 2019. 

Frequentou, como aluno interno, o colégio de padres Almeida Garrett, no Porto. A meio do curso de Direito, entretanto iniciado na Universidade de Lisboa, dois acontecimentos marcaram Alexandre Soares dos Santos: uma reprovação e um convite para trabalhar na multinacional anglo-irlandesa Unilever. Estes eventos, acrescidos da vontade de explorar o mundo, levaram-no a abandonar o curso e a aceitar o desafio proposto.

Esta experiência foi determinante para o futuro da sua carreira profissional. A Unilever permitiu-lhe viajar pelos vários continentes, proporcionando-lhe uma formação enriquecedora a todos os níveis.

Em 1969, Alexandre Soares dos Santos, que na altura ocupava o lugar de diretor de marketing na filial do Brasil da Unilever, foi surpreendido com a morte do pai, presidente da Jerónimo Martins. O regresso a Portugal assinalou o fim da sua caminhada no estrangeiro e o começo na liderança do grupo. O novo presidente da Jerónimo Martins apostou na expansão da empresa, numa dinâmica voltada para os mercados internacionais. A arrojada atitude valeu à empresa não só a sobrevivência, mas, essencialmente um crescimento imparável.

Após o 25 de abril de 1974 a área industrial da Jerónimo Martins ficou sob a sua alçada, passando a gerir todos os negócios com as associadas Fima, Lever e Iglo. Soares dos Santos iniciava o processo de transformação da Jerónimo Martins no segundo maior grupo nacional de distribuição alimentar. Para tal, contribuiu o arrojado investimento da família Soares dos Santos na aquisição dos Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filhos, em 1989. Esse ano marcou a entrada do Grupo Jerónimo Martins na Bolsa de Valores de Lisboa, uma das formas encontradas para financiar a operação.

Desde então, Soares dos Santos chegou a presidente da Jerónimo Martins, possuindo uma cadeia de cash-and-carry conjuntamente com os ingleses da Booker e, em parceria com os holandeses da Ahold, mais de uma centena de supermercados. Nos países da Europa de Leste, o empresário iniciou a internacionalização do grupo pela Polónia (55 cash-and-carries).

Em Portugal, nomes como os hipermercados Feira Nova, supermercados Pingo Doce, gelados Olá, cash-and-carry Recheio, congelados Iglo, Fima, Lever, Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas, entre outros, constituem o império Jerónimo Martins (JM).




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