alfabetização

Definindo-se como a capacidade de compreender um texto escrito e de, através da escrita, exprimir emoções e pensamentos, a alfabetização constitui-se como um dos objetivos basilares do ensino.

Sem a escrita, que é um veículo cultural privilegiado, nem o indivíduo se pode desenvolver da mesma forma, nem teria sido possível atingir o nível de civilização atual.
A alfabetização é um meio de promoção económica e social e, ao mesmo tempo, de formação integral dos indivíduos, ao permitir uma melhor consciencialização da realidade material, cultural e política em que se encontram inseridos.

Daí que, nos dias de hoje, sejam feitas cada vez mais tentativas de eliminar o analfabetismo que assola, principalmente, os países subdesenvolvidos.

A invenção da escrita permitiu o registo da informação de uma forma menos precária que a memória e a transmissão oral. Assim, uma geração passou a poder contar com os ensinamentos e as descobertas das gerações anteriores.

Apesar disso, durante muito tempo foram poucos os que tiveram acesso à instrução. No período medieval, por exemplo, ela era praticamente circunscrita àqueles que aspiravam à carreira eclesiástica.

Todavia, as alterações económicas e socioculturais no período moderno, como a amplificação e intensificação das relações mercantis, a multiplicação de cargos públicos e o movimento humanista, levaram à valorização crescente da capacidade de ler e escrever.

A ascensão social de certas camadas populares apoiou-se na promoção cultural permitida pela instrução (que lhes dava acesso a postos na administração), por sua vez facilitada pela imprensa.

A aprendizagem da leitura e da escrita deixou de se fazer apenas nos meios eclesiásticos, passando a estar presente também em casas nobres e burguesas.

Mais tarde, a alfabetização foi-se alargando à generalidade da população, de inicio mais depressa e eficazmente nos países protestantes do que nos países católicos (porque as doutrinas protestantes consideravam a leitura da Bíblia pelo crente uma prática importante).

Em Portugal, o esforço de instrução popular, à parte algumas iniciativas ao longo do século XIX, da responsabilidade tanto do Estado como de particulares, acentuou-se durante o século XX.

Sobretudo após a implantação da República, as campanhas contra o analfabetismo e a favor da instrução elementar foram encaradas como tarefas importantes do Estado, que com esses objetivos se dispôs a tomar medidas diversas, entre elas a extensão progressiva da rede escolar e o estabelecimento de um nível de escolaridade mínima obrigatória.

A 8 de setembro comemora-se o Dia Mundial para a Alfabetização.


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