alfabeto latino

O alfabeto latino (por vezes chamado alfabeto romano) deriva do grego, calculando-se que a variedade de suportes de escrita tenha provocado a gradual tendência para o curvar do perfil das letras.
As primeiras inscrições em latim que se conhecem datam do século VI a. C., e três séculos passaram até aos primeiros textos encontrados. O alfabeto que viria a ser o latino derivou do de uma colónia grega estabelecida na baía de Nápoles. Os Etruscos (povo que viveu na Toscânia no século X a. C.), ao entrarem em contacto com a cultura desta colónia, adotaram o seu alfabeto e alteraram-no de acordo com as suas necessidades. Os Romanos, herdeiros dos Etruscos, utilizaram o alfabeto destes e fixaram-no em 21 letras, sendo que nesta época não existiam ainda o u e o j. O y, o z e o k eram empregues pelos Romanos apenas para escrever palavras gregas. As contrações de letras que apenas se utilizaram na escrita do latim foram œ e æ.
Com uma escrita inicial apenas em letras de caixa alta ou maiúsculas, foi-se progressivamente inserindo o uso das minúsculas, já no início da Idade Média, e ao longo dos tempos surgiram pequenas modificações necessárias à natureza de cada língua e às necessidades que se iam fazendo sentir.
As línguas latinas, germânicas e celtas basearam-se neste sistema alfabético, sobretudo devido à conquista sucessiva das regiões que formariam o Império Romano e que sofreriam a uniformização cultural - com a língua como principal veículo - levada a cabo pelos Romanos. Apesar deste facto, o grego foi ainda a língua mais utilizada nas regiões da Ásia Menor, do Egito e da Grécia. A expansão do Cristianismo foi outro dos fatores que contribuiu para a disseminação do uso da escrita latina. A assimilação dos caracteres latinos continuou até ao terceiro quartel do século XX, com a China a criar uma equivalência (chamada Pinyin) ao mandarim de caracteres chineses em 1970. Até esta data passou-se pela adoção do alfabeto latino (em vez do árabe) para escrever o turco, inovação inserida por Kemal Ataturk em 1928, e pelo abandono do cirílico em favor do latino pelo Turquemenistão, Azerbeijão e Usbequistão.
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