Alfred Rosenberg

Político e filósofo alemão, Alfred Rosenberg nasceu a 12 de janeiro de 1893, em Reval, na Rússia (atualmente Tallinn, na Estónia).
Em 1919, partiu para Munique, onde se juntou a Adolfo Hitler e seus associados, Ernst Röhm e Rudolf Hess, que militavam pelo recém-criado Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP- Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei) também conhecido por Partido Nazi. Em 1921, Alfred Rosenberg exerceu o cargo de editor do jornal oficial do Partido, o Völkischer Beobachter, o que lhe permitiu conhecer as ideias racistas de Houston Stewart Chamberlain (1855-1927) e os textos apócrifos do livro Protocolos dos Sábios de Sião (século XIX) que denunciava o suposto golpe dos judeus para dominar o mundo.
Em 1923, quando Adolfo Hitler foi preso por ter realizado o golpe de Munique, Rosenberg ficou a liderar o Partido Nazi. Tentou organizar e teorizar a doutrina nazi, escrevendo, em 1927, Der Zukunftsweg einer Deutschen Aussenpolitik (Futuras diretivas de uma política externa alemã) e, em 1934, Der Mythus des 20 Jahrhunderts (O mito do século XX), onde justifica, através da "pureza racial", o direito da Alemanha em dominar a Europa e o resto do mundo. Para além destas duas obras, Rosenberg publicou vários volumes, para propaganda do regime antissemita e anti-comunista.
Mais tarde, participou no plano de invasão da Noruega, organizando o saque aos tesouros de arte europeus e, entre 1941 e 1945, foi Ministro dos Territórios Ocupados de Leste.
Julgado por crimes de guerra, Alfred Rosenberg foi condenado a enforcamento, pelo Tribunal de Nuremberga, em 1945, sendo a sentença executada a 16 de outubro de 1946.
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