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Algarve
Correspondendo integralmente à antiga província com o mesmo nome, criada em 1936, o Algarve é a região de Portugal Continental que se situa mais a sul. Está limitada, a norte, pelo Baixo Alentejo, a leste, por Espanha, com fronteira no rio Guadiana, e, a sul e a oeste, pelo oceano Atlântico. A sua superfície (4991 km2) representa apenas 5,7% do País e corresponde apenas a um único distrito administrativo, Faro.
A população do Algarve concentra-se no litoral sul, onde se situam as principais cidades, como Faro, Lagos, Portimão, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, ao passo que o interior apresenta uma dispersão do povoamento por pequenos lugares.
O Algarve é constituído por uma descida gradual de relevos alinhados de oeste para este, desde a serra (Monchique-Caldeirão) até ao mar.
O clima do Algarve é temperado mediterrânico e caracteriza-se pela amenidade das temperaturas ao longo do ano e por um período seco mais longo do que a maior parte do território de Portugal Continental. A serra Algarvia forma uma barreira que dificulta a passagem dos ventos frios e das depressões vindos de Norte. Por isso, no litoral sul do Algarve a precipitação é relativamente escassa e a temperatura amena, o que contribui para atrair turistas ao longo de todo o ano.
A agricultura do Algarve mostra um acentuado contraste entre o litoral, onde predominam culturas de regadio (laranjas, morangos, hortaliças), e o interior, onde as culturas de sequeiro (figos, amêndoas, alfarroba, trigo) são mais comuns.
A pesca, que já desempenhou um papel preponderante na economia da região, tem vindo a perder importância, facto que se reflete no quase desaparecimento da indústria conserveira. Em compensação, as explorações de aquacultura especializadas na produção de peixe, marisco e moluscos têm vindo a expandir-se.
A gastronomia algarvia oferece, entre outras, especialidades, como, por exemplo, caldeiradas de peixe e mariscos, cataplanas de amêijoas, caracóis e caracoletas, feijoadas de marisco e de moluscos, diversas sopas de peixe, e uma doçaria variada feita com base em figos e amêndoas.
No setor industrial, o Algarve limita-se a pequenas unidades fabris e a um grande número de pequenas instalações onde se produz uma grande variedade de objetos de artesanato.
Com um enorme crescimento a partir da década de 60, o turismo passou a constituir a principal atividade económica do Algarve, tanto pelo valor das receitas como pela população que direta e indiretamente depende do setor. As magníficas praias e a beleza natural da costa, aliadas à amenidade do clima, à riqueza gastronómica e à paisagem típica de muitos lugares, atraem numerosos turistas nacionais e estrangeiros.
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