alginato

Os alginatos são extratos das algas castanhas da classe das Phacophyceae em particular das seguintes espécies: Ascophyllum nodosum, Laminaria digitata e Fucus serratus. Aparecem na maioria das costas rochosas e encontram-se sobretudo no Atlântico Norte, na Grã-Bretanha, França (Bretanha) e Noruega.
Estes são macromoléculas lineares constituídas por dois tipos de motivos manométricos (monómeros) ligados em (1-4): o ácido b-D manurónico (M) e o ácido a-L-gulurónico (G).
Estes monómeros distribuem-se nas macromoléculas, não à sorte, mas repartidos em blocos de cerca de 20 unidades: blocos homogéneos de ácido manurónico, blocos homogéneos de ácido gulurónico e blocos alternados dos dois ácidos. As macromoléculas são constituídas por estes blocos ligados em proporções variáveis com a espécie considerada, a parte da alga considerada, a idade da alga e o local de recolha.
A repartição dos monómeros ao longo da cadeia é muito importante, pois é ela que determina as propriedades da macromolécula, em particular as propriedades gelificantes e espessantes.
O fabrico dos alginatos assenta essencialmente nas seguintes etapas: obtenção das algas castanhas (matéria-prima); desmineralização (lixiviação em meio ácido - eliminação dos iões cálcio e transformação do alginato em ácido algínico e eliminação de constituintes indesejáveis (manitol e sais minerais); extração (moagem das algas desmineralizadas, digestão em meio alcalino (solubilização do ácido algínico), filtração e decantação (eliminação da celulose e proteínas); coagulação (precipitação com ácido mineral e lavagem e separação do precipitado). No final destas etapas obtém-se os alginatos que posteriormente são neutralizados por meio de uma secagem, e são posteriormente moídos constituindo assim o produto acabado.
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