Alicia Keys

Cantora norte-americana, Alicia Augello Cook nasceu a 21 de janeiro de 1981 em Nova Iorque. Teve formação clássica de piano dos 6 aos 18 anos, e, apesar de ser grande fã de Chopin, a certa altura sentiu que a música clássica não era suficiente para se expressar.
A formação musical da jovem Alicia envolveu a escola clássica e o jazz. É assim natural que a sua cultura musical manifeste influências de Mozart, Chopin e Beethoven, bem como o estilo de nomes como Oscar Peterson, Fats Waller e Marian McPartland. A estes nomes associa-se ainda a música negra e as vozes de Nina Simone, Donny Hathaway, Marvin Gaye e Stevie Wonder. Além desta formação, Alicia não se desligou das sonoridades contemporâneas e habituou-se a escutar o trabalho de Tupac Shakur, The Notorious B.I.G., Jay-Z e Wu-Tang Clan. Cresceu no Harlem, onde conheceu Marvin Gaye e Biggie Smalls, que por sua vez lhe abriram as portas para o contacto com muitos outros artistas que viriam a revelar um papel fulgurante no seu futuro, casos de Curtis Mayfield, Nina Simone, Miles Davis, Jimi Hendrix, Prince. A primeira canção I'm all alone, foi escrita aos 14 anos, depois da morte do avô, com quem tinha uma ligação muito forte. Mas mesmo antes de saber escrever já utilizava a música dos outros para dizer o que sentia.
Conheceu o manager Jeff Robinson quando tinha 15 anos e trabalhou com ele durante cinco anos. O irmão de Robinson chegou a dar-lhe aulas de canto no Harlem e desde o início ficou impressionado com a alma que a cantora depositava nas canções. Teve a confirmação quando a colocou a cantar ao piano: seis meses depois a cantora estava a atuar na presença de uma série de executivos de multinacionais, que não tentaram sequer esconder o entusiasmo. A Columbia Records ganhou a batalha. Depois de uma série de incompatibilidades, Alicia Keys mudou-se para a J Records, onde recebeu todo o apoio que precisava, e lançou o seu primeiro álbum Songs in A Minor (2001), que compôs e produziu. A cantora tinha então 19 anos.
O disco vendeu 50 mil cópias no dia do lançamento e 236 mil cópias na primeira semana. Estavam lançadas as bases para um aparecimento meteórico, um salto rápido para a fama e o sucesso. O céu do soul contemporâneo vira nascer uma nova estrela. O disco entrou diretamente para o primeiro lugar do top da Billboard e incluiu o grande êxito Fallin'.
A consagração do disco ficou completa com a obtenção de cinco grammys. A esses juntaram-se sucessivamente outros prémios e a cantora atua em diversos programas de televisão, nomeadamente no "Saturday Night Live".
Depois de um sucesso repentino como o que Alicia granjeou com o seu primeiro trabalho, muitas dúvidas se colocavam na ocasião da edição do disco seguinte. Quaisquer dúvidas que existissem foram vencidas quando The Diary of Alicia Keys (2003) entrou diretamente para o primeiro lugar da Billboard, tal e qual como o seu antecessor. A crítica aceitou muito bem este disco, dando sinais de que a cantora havia percebido a responsabilidade que tinha sobre os ombros, ainda que sobrassem algumas críticas às letras de Alicia. Na sequência da promoção deste disco a cantora esteve no talk-show de Oprah e em diversos programas televisivos, um pouco por toda a Europa. O diário de Alicia em forma de disco deixou uma marca de continuidade na música da cantora, aproveitando a fórmula que a levou ao sucesso. A própria cantora definiu a sua música como contínua, não deixando espaço para um princípio e para um fim.
Como referenciar: Alicia Keys in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-10-24 19:26:33]. Disponível na Internet: