Alphonsus de Guimaraens Filho

Poeta brasileiro, filho do poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens, que evocaria no pseudónimo que adotou, Henrique de Guimaraens nasceu em 1918, em Mariana, no estado brasileiro de Minas Gerais.
Estudou em Belo Horizonte, onde fez o bacharelato em Direito (1940). A partir de 1936 trabalhou no serviço público e foi auxiliar direto de Juscelino Kubistshek no governo de Minas Gerais e na Presidência da República.
Em Belo Horizonte, dedicou-se ao jornalismo, tendo sido redator do Diário da Tarde e de O Diário, e diretor da Rádio Inconfidência. Estreou-se como poeta em 1940 com a publicação de Lume de Estrelas, que recebeu dois prémios nacionais. Nesta obra, Guimaraens Filho apresenta carasterísticas provenientes do simbolismo que marcara a obra de seu pai. Além de poeta, foi autor de uma antologia de poesia modernista e organizador de edições anotadas das poesias do seu tio-avô, Bernardo Guimarães, e de seu pai.
Outras obras importantes são Sonetos da Ausência (1946), O Irmão (1950), O Misto e o Criador (1954), a antologia Poemas de Ante-Hora (1977), Discurso no Deserto (1982) e (1984).
Guimaraens Filho é um poeta sensível à música e à poesia, aspetos que muitas vezes se fundem. É com o soneto que alcança merecida notoriedade. A sua poesia é eloquente sem ser retórica e move-se mais no plano da transcendência e do religioso, em que Deus ocupa posição de destaque, do que no plano quotidiano. Também a contemplação da natureza e o sonho, não de todo indissociados da temática religiosa, são motivos recorrentes na sua escrita.
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