altifalante

Um altifalante consiste num dispositivo eletromecânico que converte energia elétrica, fornecida por um amplificador de potência de audiofrequência, em energia sonora.
As ondas sonoras são transmitidas para audição de um certo número de pessoas em contraste com o telefone, que é útil para uma só pessoa.
O altifalante é o último aparelho de um sistema de amplificação de som. A sua função é semelhante à dos auscultadores telefónicos ou auriculares, mas utilizado para potências sonoras muito mais elevadas. Nos primeiros anos da radiodifusão comercial, a conversão de energia elétrica em energia acústica só se realizava por meio de auscultadores telefónicos.
Foi em 1924, que os cientistas americanos C. W. Rice e E. W. Kellogg inventaram e construíram o primeiro altifalante, devido ao desenvolvimento operado nos sistemas amplificadores de válvulas eletrónicas que tornou possível o funcionamento dos altifalantes.
A partir dessa altura, a técnica de construção dos altifalantes tem vindo gradualmente a ser aperfeiçoada, com o objetivo de se conseguir a reprodução do som com a melhor fidelidade possível.
Procura-se construir altifalantes de alta qualidade que, quando integrados num sistema de amplificação sonora de alta-fidelidade, consigam reproduzir toda a banda de sons audíveis, com o mínimo de distorção e o melhor rendimento eletrónico possível.
Normalmente, um altifalante é constituído por uma membrana vibrátil, o diafragma, ligado a uma bobina que se encontra num campo criado por um íman permanente.
A forma e dimensões do diafragma dependem da potência de saída e das características de sensibilidade, direcionamento, rendimento eletroacústico e fidelidade pretendidas.
A palavra ou música chegam em forma de oscilações de uma corrente elétrica que cria um campo magnético. Esta faz com que a membrana seja atraída ou repelida alternadamente, de maneira a oscilar do mesmo modo que a corrente elétrica.
Os altifalantes podem ser classificados consoante o tipo de bobina existente. Assim estes podem ser divididos em: altifalante eletromagnético, altifalante eletrodinâmico, altifalante eletrostático e altifalante piezelétrico.
Num altifalante eletromagnético a bobina apresenta a forma de uma armadura equilibrada. Esta é constituída por um íman permanente, entre os polos do qual se pode mover uma armadura de ferro equilibrada. Os diafragmas utilizados neste tipo de altifalante não necessitam de ser feitos de materiais magnéticos, uma vez que nenhuma ação magnética é exercida sobre eles. Normalmente são feitos de papel, fibra ou tela.
No altifalante eletrodinâmico ou de bobina móvel, a força impulsora é originada pela ação de uma corrente numa bobina em anel fixada no vértice do cone que atua como diafragma irradiante e instalada no entreferro de um íman ou de um eletroíman.
O altifalante eletrostático ou de condensador é semelhante a um condensador no qual uma das armaduras é fixa e a outra pode vibrar, sob a ação de uma força eletrostática desenvolvida entre as duas armaduras.
Este altifalante só é usado como reprodutor de altas-frequências.
Por fim, o altifalante piezelétrico ou de cristal, aproveita o efeito piezelétrico dos cristais, em especial dos cristais de Rechelle.
Estes cristais possuem propriedades de contração e distensão e oscilam de acordo com a audiofrequência acionando a membrana do cone.
Os altifalantes ainda podem ser classificados em altifalante para altas-frequências e altifalante para baixas frequências.
Quanto ao primeiro, este consiste num altifalante de pequenas dimensões capaz de reproduzir sons de frequências relativamente elevadas. Nos equipamentos de alta-fidelidade é utilizado um altifalante para altas-frequências em conjunto com um altifalante para baixas frequências, reproduzindo desta forma, a gama inteira de frequências audíveis com boa uniformidade.
Quanto ao segundo, este consiste num altifalante de grandes dimensões destinado a reproduzir sons de frequências relativamente baixas, em conjunto com um altifalante para altas-frequências.
Como referenciar: altifalante in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-18 03:22:56]. Disponível na Internet: