Amapá

O estado de Amapá pertence à região Norte do Brasil. Faz fronteira a norte com a Guiana Francesa, a nordeste com o Suriname, a leste com o oceano Atlântico e a sul e a oeste com o estado do Pará. A capital é Macapá. A superfície do estado é de 142 814 km2 e tem uma população de 615 715 habitantes (censo de 2006). É uma das regiões menos povoadas do Brasil, só ultrapassada pelos estados de Roraima e Acre. A densidade populacional é de 4,31hab/km2 e tem uma esperança de vida de 69,4 anos.
A maior parte do território é composta pela zona de planície costeira com uma zona de lagos e onde crescem os manguais. As zonas mais elevadas, com 200 m de altitude máxima, situam-se no centro-oeste, na zona de planalto que faz parte do maciço das Guianas. O ponto mais alto do estado de Amapá é a serra de Tumucumaque, a nordeste, com 701 m de altitude. Os rios pertencem quase todos à bacia amazónica. Os mais extensos são o Jari, o principal afluente do Amazonas, o Oiapoque, que faz fronteira com a Guiana Francesa e o Araguari. O clima é equatorial com temperaturas que oscilam entre os 25ºC e os 30º C e um índice elevado de precipitação na ordem dos 2500 mm anuais. Os mangais crescem ao longo do litoral, mas a floresta amazónica virgem cobre 70% do território. A grande riqueza deste território levou a que 24,2% das terras de Amapá estejam protegidas por lei.
Em 1637, o atual território do Amapá era a capitania da Costa do Cabo Norte, cobiçada por ingleses, holandeses e franceses. O Tratado de Utreque de 1713 estabeleceu por fim a fronteira com a Guiana Francesa. Mas, ainda durante este século, a França invade o território e a disputa prolongou-se pelo século XIX. Em 1900 ficou estabelecida a soberania do Brasil sobre este território, que ficou incluído no estado do Pará. O estado de Amapá só obteve a sua independência do Pará em 1988.
Amapá é particularmente rico em minérios. O ouro atraiu colonos no século XIX, ao mesmo tempo que tinha lugar a febre da borracha amazónica, povoando deste modo a região. Mais recentemente, em 1957, a descoberta de depósitos de manganés na serra do Navio vieram transformar a economia local.
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