Amarante


Aspetos Geográficos
O concelho de Amarante, do distrito do Porto, localiza-se na Região Norte (NUT II) e no Tâmega (NUT III), e insere-se na área geográfica de Entre-Douro-e-Minho, enquadrada pelo sistema montanhoso do Marão. Situa-se junto ao rio Tâmega, a uma distância de aproximadamente 65 quilómetros da sede de distrito e a 15 quilómetros do concelho de Felgueiras. Encontra-se rodeada pelos concelhos de Lousada, Felgueiras e Penafiel a oeste; Celorico de Basto a norte; Vila Real a este, do distrito de Vila Real e Baião e Marco de Canaveses a sul.
O concelho caracteriza-se pela sua paisagem verdejante, com abundância de cursos de água que fertilizam os solos, considerados de boa aptidão agrícola. Numa área de aproximadamente 301,5 km2, distribuem-se 40 freguesias: Aboadela, Aboim, Ansiães, Ataíde, Bustelo, Canadelo, Candemil, Carneiro, Carvalho de Rei, Cepelos, Chapa, Fregim, Freixo de Baixo, Freixo de Cima, Fridão, Gatão, Gondar, Jazente, Lomba, Louredo, Lufrei, Madalena, Mancelos, Oliveira, Olo, Padronelo, Real, Rebordelo, Salvador do Monte, Sande, Figueiró (Santa Cristina), Figueiró (Santiago), Amarante (São Gonçalo), Gouveia (São Simão), Telões, Travanca, Várzea, Vila Caiz, Vila Chão (ou Châ) do Marão e Vila Garcia.
Em 2005, o concelho apresentava 60 652 habitantes.
O natural ou habitante de Amarante denomina-se amarantino.

História e Monumentos
Com um povoamento muito antigo, encontram-se menções ao nome do concelho do século XII, tendo este sido atravessado em tempos por uma via romana que ligava Guimarães a Trás-os-Montes e Alto Douro.
Do património edificado destacam-se o Convento de S. Gonçalo e a respetiva Igreja, dos séculos XVI-XVII; as igrejas de S. Domingos, de S. Pedro, de S. Veríssimo e do mosteiro de S. Salvador; as ruínas da Capela do Convento de Santa Clara; a fonte; a Ponte de Amarante, também chamada de Ponte Velha ou Ponte de S. Gonçalo, do século XVIII; o Solar de Magalhães; a Casa da Pedreira; a Casa da Cerca e o Mosteiro de Travanca.

Tradições, Lendas e Curiosidades
S. Gonçalo constitui um dos elementos da identidade cultural de Amarante, tendo-se afirmado no folclore popular como santo casamenteiro e folgazão. A festa em sua homenagem tem lugar no primeiro sábado de junho. O primeiro dia de outubro é consagrado a S. Veríssimo. Realiza-se feira aos 17 dias e no primeiro sábado de cada mês.
O feriado municipal ocorre a 8 de julho.
Amarante é por tradição terra de artistas. Destacam-se, entre outros, nomes como Manuel Monterroso, Teixeira de Pascoaes, Agustina Bessa-Luís e Amadeo de Souza-Cardoso. Este último dá, aliás, o nome ao Museu Municipal, do qual constitui a principal referência.
O artesanato é uma atividade com tradição no concelho, salientando-se a tecelagem, os bordados e as rendas, as malhas, as meias e as mantas de lã, as colchas de linho, a tanoaria, a ferraria, a olaria em barro vermelho e preto, a cestaria, a latoaria, os jugos, os trabalhos em pedra, a pirotecnia, a escultura em madeira e a chapelaria.
A doçaria, de origem conventual, é uma das referências de Amarante.

Economia
As principais atividades económicas do concelho são a agricultura, presente em todas as freguesias, da qual se destaca a produção de vinhos verdes; a construção civil; a transformação de madeiras; o pequeno comércio e a indústria.
A pecuária, a silvicultura, a hotelaria e a metalomecânica, juntamente com os serviços, completam o tecido económico das várias freguesias que compõem o concelho. O turismo é um setor com fortes potencialidades, dadas as características ambientais e patrimoniais do concelho.
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