Amenófis III

Faraó egípcio entre 1405 e 1367 a. C., Amenófis III conduz a civilização do Nilo ao apogeu, baseado no poder e na prosperidade. Com a sua esposa Tiy, forma um casal reconhecido pela História como um caso raro de inteligência e alto nível moral.
Durante o seu reinado as artes, a arquitetura e a ciência recebem uma atenção especial. A sua paixão pelo belo introduz na cultura egípcia elementos provenientes de outros povos com quem mantém contactos diplomáticos. Contudo, a sua governação conhece duas grandes dificuldades. Por um lado o crescente poderio dos Hititas, relativamente negligenciado pelo faraó, que gera uma crescente impaciência interna e uma suspeita por parte dos países vizinhos e seus aliados. Por outro lado, o grande poder alcançado pela comunidade sacerdotal de Tebas, que não aceita o centralismo adotado por Amenófis III. Tebas representava a cidade sagrada do deus Ámon, albergando um sumo sacerdote com poderes quase reais que, com frequência chocavam com os do faraó, que detinha uma conceção universal da religião, privilegiando no seu reino o culto do deus Áton, posição que influenciará de forma importante a reforma empreendida posteriormente pelo seu filho e sucessor Amenófis IV.
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