Andrade Corvo

Economista, homem de ciência, militar, parlamentar e político português, João de Andrade Corvo nasceu a 30 de janeiro de 1824, em Torres Novas, e faleceu a 16 de fevereiro de 1890, em Lisboa. Frequentou os cursos de Matemática e Ciências Naturais, Engenharia e Medicina. Em 1866, tornou-se ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria, tendo desenvolvido leis protecionistas e construído o caminho de ferro do Minho ao Douro. Em 1872, foi-lhe entregue a pasta da Marinha e Ultramar e depois a dos Negócios Estrangeiros. Lecionou na Escola Politécnica de Lisboa e no Instituto Agrícola. Criou a Sociedade Escolástica Filomática com vários amigos, como Latino Coelho, Mendes Leal e Rebelo da Silva.
No entanto, para além de político, foi também dramaturgo e romancista. Colaborou em vários periódicos, entre os quais a Revista Universal Lisbonense, o Mosaico, o Arquivo Universal, a Revista Contemporânea de Portugal e Brasil ou A Época, onde publicou vários textos dramáticos: Nem tudo o que luz é ouro, de 1849, Um conto ao serão, de 1852, O astrólogo e O aliciador, ambos de 1859. Entre 1850 e 1851, publicou o romance histórico em quatro volumes Um ano na corte, que se destaca dos seus congéneres pela acuidade psicológica, elogiado pelo próprio Alexandre Herculano no prefácio das Lendas e narrativas. Publicou ainda o romance Sentimentalismo, de 1871, e a coletânea Contos em viagem, de 1883, de temática atual.
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