André Breton

Escritor francês, nascido em 1896 e falecido em 1966, teórico do Surrealismo, escreveu em 1919, em colaboração com o poeta Soupault, o primeiro texto surrealista Les Champs magnetiques.

A leitura de Freud e Lautréamont foram decisivas, orientando-o para as primeiras experiências do sono hipnótico, fundadoras da pesquisa surrealista. A exploração do inconsciente e a conquista de uma nova linguagem criam um novo caminho para a poesia; o sonho e a escrita automática tornam-se os meios de aceder a um surreal liberto da lógica causal.
No Premier Manifeste du Surrealisme, publicado em 1924, onde Breton define pela primeira vez o movimento, a poesia surge como único meio de o Homem combater as forças que o oprimem, tanto sociais, como económicas, filosóficas ou religiosas.

Ao Racionalismo opõe a loucura fecunda de Nadja (1928), reveladora de uma atividade fantástica do espírito: o insólito da realidade quotidiana apreendido com um novo olhar. Em 1927 adere ao Partido Comunista Francês e inicia uma atividade intelectual politicamente implicada.

A publicação em 1935 de Position politique du surrealisme marca a rutura com os comunistas, mais concretamente com o Estalinismo. Depois da proibição da publicação da sua Anthologie de l'humour noir em 1940, Breton deixa a França e parte para os Estados Unidos da América. De volta a Paris organiza duas exposições internacionais do Surrealismo, uma em 1947 e outra já em 1965.
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