André Falcão de Resende

André Falcão de Resende nasceu em 1527. Parente de Garcia de Resende e do conhecido humanista André de Resende, foi contemporâneo e amigo de Luís de Camões. Deixou uma vasta obra manuscrita, que só viria a ser impressa em 1849.
Resende frequentou as universidades de Lisboa, Alcalá de Henares e Salamanca, entregando-se ao estudo de Teologia. Depois de ter percorrido a Europa, regressou a Portugal. Em 1533, entrou para o serviço do cardeal D. Afonso de Évora, o qual abandonaria mais tarde aquando da sua decisão de deixar a Ordem de S. Domingos. André Falcão de Resende interessou-se também pela arqueologia, nomeadamente pela presença romana na Península Ibérica.
Tendo traduzido odes do poeta latino Horácio, a sua obra literária, ainda não convenientemente estudada no seu conjunto, reflete um conhecimento e uma adesão aos princípios de Platão e Santo Agostinho, nomeadamente no que concerne ao desprezo pelos prazeres mundanos e à defesa da superioridade do amor humano. A sua obra Microcosmografia é constituída por uma sextina, um soneto e uma epístola dedicadas ao segundo duque de Aveiro, D. Jorge de Lencastre, filho de D. João de Lencastre, bisneto de el-rei D. João II, e que morreu na batalha de Alcácer Quibir.
Encontrava-se em Lisboa no ano de 1599 quando a cidade foi assolada pela peste violenta que durante cinco anos dizimou mais de 80 000 pessoas e da qual também foi vítima.
A sua última obra é uma Elegia sobre o Mal da Peste, que começara a fazer-se sentir em 1598.
Morreu em 1599, em Lisboa, vitimado pela peste.
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