André Malraux

Escritor, intelectual, governante e aventureiro francês nascido a 3 de novembro de 1901, em Paris, e falecido a 23 de novembro de 1976, em Créteil, também em França.

Aos 25 anos, foi viver para o Camboja, na companhia da mulher, a escritora Clara Goldsmit. Passou depois pelo Vietname e pela China, de onde regressou novamente a território vietnamita. Em 1926, havia publicado o seu primeiro livro, La Tentation de l'Occident (A Tentação do Ocidente, editado em Portugal em 2005, composto pela troca de correspondência entre um chinês em viagem pela Europa e um francês no Extremo-Oriente.
Dois anos mais tarde, a experiência chinesa inspirou Malraux a escrever Les Conquérants (Os Conquistadores). O escritor francês lançou de seguida, em 1930, La Voie Royale (A Estrada Real), um romance passado na Indochina. Em 1933, ganhou o prestigiado prémio literário francês Goncourt graças a La Condition Humaine (A Condição Humana). Já de regresso à Europa, Malraux continuou a sua forte militância política, o que o levou a tornar-se combatente republicano durante a Guerra Civil espanhola, entre 1936 e 1939. Manteve a atividade de escritor e, em 1937, lançou L'Espoir (A Esperança).

Entretanto, em 1939, com o advento da Segunda Guerra Mundial, Malraux alistou-se na Resistência, tornando-se partidário do general Charles de Gaulle. Paralelamente, deixou o Partido Comunista Francês, descontente com o facto dos soviéticos terem assinado um pacto com os alemães. Com o terminar da guerra, Malraux dedicou-se ainda mais à política e, em 1945 e 1946, foi ministro da Informação do governo provisório liderado por De Gaulle. Contudo, continuou a escrever e, entre a Segunda Guerra Mundial e meados da década de 50, publicou vários trabalhos sobre arte e estética. Entre estas obras destacam-se Voix du Silence (As Vozes do Silêncio) e Le Musée Imaginaire de la Sculpture Mondiale (O Museu Imaginário da Escultura Mundial). Regressou de forma efetiva à política, em 1958, para assumir de novo a chefia do Ministério da Informação, num governo liderado por Charles de Gaulle. Logo no ano seguinte, assumiu a pasta da Cultura e foi ministro desta área até 1969. Ano em que abandonou o cargo após a contestação surgida por ocasião das manifestações estudantis do maio de 68.

Até morrer, em 1976, André Malraux dedicou-se em exclusivo à escrita tendo lançado, sucessivamente, Les Chênes qu'on abat (1970, Quando os Robles se Abatem), Oraisons funébres (1971), Le miroir des limbes (1972), La corde et les souris (1976), este último a sua derradeira obra.
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