André Téchiné

Realizador e argumentista francês, André Téchiné nasceu a 13 de março de 1943, em Valence d'Agen, Tarn-et-Garonne.
Aos 20 anos, integrou a redação da revista Cahiers du Cinema e a primeira crítica que fez foi sobre o filme La Peau Douce (Angústia, 1964), de François Truffaut.
A primeira curta-metragem que realizou, em 1965, foi Les Oiseaux Anglais e, cinco anos mais tarde, estreou a sua primeira longa-metragem: Paulina s'en va, com Bulle Ogier no principal papel. Souvenir's d'en France (1975) foi a sua segunda realização, uma comédia dramática com Jeanne Moreau. Seguiu-se Barocco (Escândalo de Primeira Página, 1976), uma história sobre uma mulher, Laure (interpretada por Isabelle Adjani), que se apaixona por um boxeur, Gérard Depardieu. Três anos mais tarde, realizou o filme de época Les Soeurs Bronte (As Irmãs Bronte), novamente com Adjani, desta vez no papel de Emily, Isabelle Huppert no papel de Anne e Marie-France Pisier como Charlotte.
Em 1981, realizou Hotel des Amériques (O Segredo do Amor), trabalhando pela primeira vez com a sua atriz preferida, Catherine Deneuve, com quem voltaria a colaborar noutros filmes como Le Lieu du Crime (O Local do Crime, 1986).
Seguiu-se Rendez-Vous (Encontro, 1985), um drama erótico com Juliette Binoche que lhe valeu o prémio de Melhor Realizador do Festival de Cannes.
Fez depois Les Innocents (A Culpa dos Inocentes, 1987), protagonizado por Sandrine Bonnaire e, quatro anos depois, realizou J'embrasse pas (Não Dou Beijos), um retrato de um jovem provinciano, ingénuo e inexperiente, que vai viver para Paris em busca do sonho de ser ator e que acaba por se prostituir. É protagonizado por Philippe Noiret e Emmanuelle Béart
O seu filme seguinte foi um dos seus maiores sucessos junto do público e da crítica: Ma Saison Préferée (A Minha Estação Preferida, 1993), protagonizado por Catherine Deneuve. Realizou depois Les Roseaux Sauvages (Os Juncos Silvestres, 1994), uma lufada de ar fresco na carreira de Téchiné, sobre a adolescência, a amizade e a família, considerado um dos filmes mais marcantes dos anos 90. Recebeu o César de Melhor Filme Francês.
Em 1996, realizou um filme em formato de puzzle sobre um crime: Les Voleurs (Os Ladrões), novamente com Catherine Deneuve e Daniel Auteuil. Voltou a colaborar com Juliette Binoche em Alice et Martin (Alice e Martin, 1998), sobre um relacionamento amoroso conturbado. Em 2001, realizou Loin (Longe), um filme realista filmado em Marrocos com câmara à mão e, em 2003, dirigiu Les Égarés (Os Fugitivos), com Emmanuelle Béart no papel de uma professora viúva que tenta fugir com os filhos de Paris durante a ocupação nazi em 1940.
Seguiu-se Les Temps qui Changent (Os Tempos que Mudam, 2004), um drama sobre a passagem do tempo e a vida conjugal - o reencontro de Antoine (papel protagonizado por Gérard Depardieu), em Tânger, com Cécile (Catherine Deneuve, na sua quinta colaboração com Téchiné), com quem tinha tido uma relação trinta anos antes.
Como referenciar: Porto Editora – André Téchiné na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-24 14:48:15]. Disponível em