Andreas Papandreou

Político grego, filho do também político Georgios Papandreou, nasceu a 5 de fevereiro de 1919, em Chios, e faleceu a 23 de junho de 1996. Estudou num colégio americano e cursou Direito na Universidade de Atenas. Por ser partidário de ideias trotskistas, foi preso. Uma vez libertado, viajou para os Estados Unidos da América, onde obteve um doutoramento pela Universidade de Harvard. Em 1944 tornou-se cidadão norte-americano. Depois de cumprir serviço militar na Marinha dos EUA, lecionou em várias universidades.
Em 1963, ano em que o seu pai se tornou primeiro-ministro da Grécia, Andreas Papandreou prescindiu da cidadania norte-americana, regressou ao seu país de origem e foi eleito para o Parlamento. Em 1965 o Governo de seu pai foi derrubado. Andreas foi novamente preso aquando do golpe de Estado de 1967. Exilou-se e voltou a lecionar, desta vez em Estocolmo e em Toronto, ajudando ao mesmo tempo a formar a resistência à ditadura, que cairia em 1974.
De regresso à Grécia, formou o PASOK, um partido de esquerda que seria de grande importância para a consolidação da democracia no país. Foi eleito primeiro-ministro em 1981, desempenhando o cargo até 1993, apesar de certos escândalos políticos, financeiros e até de ordem pessoal que perturbaram os seus sucessivos mandatos. Papandreou foi o primeiro ministro socialista da grécia, tendo conseguido os seus votos através de uma retória populista e anti-ocidental.
A Fundação Andreas Papandreou surgiu neste mesmo ano com interesses na investigação social, análise política e construção da paz tendo em conta as visões do ex-primeiro ministro grego.
Como referenciar: Andreas Papandreou in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-18 04:30:47]. Disponível na Internet: