Anhanguera

Bandeirante brasileiro, Bartolomeu Bueno da Silva, conhecido como Anhanguera, nasceu em 1672, em Parnaíba, São Paulo, no Brasil e faleceu em 1740.
Com o objetivo de explorar o alto sertão brasileiro, Bartolomeu organizou um bandeira e partiu, em 1682, acompanhado também do filho de 12 anos, que tinha o mesmo nome do pai. Sabendo-se da existência de ouro em Minas Gerais, Bartolomeu começou a procurar as minas desse metal precioso. Conta a lenda que os índios impediam a entrada dos exploradores naquele território e que se recusavam a indicar o local das minas. O bandeirante decidiu, por isso, lançar fogo à aguardente de uma pipa e ameaçou os índios de incendiar, da mesma maneira, os rios e os lagos. Apavorados, os índios, que tiveram a impressão de que a água jorrara de uma fonte de fogo, levaram o bandeirante ao local das minas. A partir de então, Bartolomeu Bueno da Silva ficou conhecido pelo nome de Anhanguera, que significa, em tupi (idioma dos índios brasileiros), "Diabo Velho".
Em 1722, descobrindo novas minas de ouro, Bartolomeu Bueno da Silva, filho, partiu de São Paulo, em direção ao território goiano, levando consigo 152 homens e mais de 40 cavalos. Durante três anos, percorreram o sertão, sem nada encontrarem. Em 1727, foi fundado, pelo próprio Bartolomeu Bueno, filho, o primeiro núcleo populacional da região, denominado Arraial da Barra, atual cidade de Goiás.
Em homenagem à primeira povoação da região que ali surgiu, a cidade de Goiás ergueu, a 9 de novembro de 1942, o "Monumento ao Bandeirante", obra do artista Armando Zago, que retrata Bartolomeu Bueno da Silva (filho), em corpo inteiro, tendo nas mãos uma bateia e uma bacamarte.
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