Anna Magnani

Atriz italiana nascida a 7 de março de 1908, em Alexandria, e falecida em Roma, a 26 de setembro de 1973, vítima de cancro no pâncreas. Filha de pai egípcio e de mãe italiana, foi educada pela avó materna na capital italiana. Estudou Interpretação e, aos 20 anos, iniciou a sua carreira artística como cantora em night-clubs e bares. Em 1928, teve uma pequena figuração no filme Scampolo (A Migalha, 1928), mas a falta de oportunidades cinematográficas levaram-na a optar nos anos seguintes pelo trabalho no teatro musicado. Em San Remo, conheceu o produtor Goffredo Alessandri com quem veio a contrair matrimónio em 1933. Por influência do marido, conseguiu importantes papéis em Tempo Massimo (Regresso à Vida, 1934) e Teresa Venerdi (Uma Rapariga às Direitas, 1941), mas a celebridade interna só foi conquistada com o seu desempenho de Pina, uma viúva grávida numa Roma dominada pelos nazis em Roma, Cittá Aperta (Roma, Cidade Aberta, 1945), de Roberto Rossellini. O impacto do filme abriu-lhe também as portas a uma carreira internacional e permitiu-lhe trabalhar com realizadores de nomeada, como Luchino Visconti em Bellissima (Belíssima, 1951) e Jean Renoir em Le Carrose d'Or (A Comédia e a Vida, 1952). Impressionado pela sua vivacidade e presença, Tennesse Williams dedicou-lhe uma peça: The Rose Tattoo (A Rosa Tatuada, 1955) e exigiu que a sua adaptação cinematográfica fosse protagonizada pela atriz. No seu primeiro filme falado em Inglês, Magnani impressionou a crítica arrancando, uma poderosa e enérgica interpretação na pele de Serafina Delle Rose, uma viúva cortejada por um camionista (Burt Lancaster). Na noite dos Óscares, suplantou as favoritas Katherine Hepburn e Susan Hayward, arrecadando o galardão para Melhor Atriz. Repetiu a nomeação dois anos depois por Wild is the Wind (Selvagem É o Vento, 1957), ao lado de Anthony Quinn. Após o fracasso de The Fugitive Kind (O Homem na Pele de Serpente, 1959), onde fez par romântico com Marlon Brando, regressou a Itália, onde procurou concentrar as suas energias no teatro. Intercalou as peças com aparições em filmes emblemáticos, como Mamma Roma (1962) de Pier Paolo Pasolini e Correva l' Anno di Grazia 1870 (A Revolução de 1870, 1971). A sua morte provocou uma enorme onda de comoção na capital italiana e dezenas de milhar de romanos compareceram ao funeral da mulher que simbolizara a cidade e o país em tantas ocasiões.
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