Antigo Congo Belga

No início do século XX a comunidade internacional protestou contra a exploração do povo do Estado livre do Congo. O rei Leopoldo da Bélgica foi forçado, pela opinião pública, a estabelecer uma comissão de inquérito, em 1904, para averiguar a situação nesse país. Os resultados desse relatório deram a conhecer o trabalho servil e outro tipo de abusos a que este povo estava sujeito. Na sequência dessas revelações, o rei instituiu um conjunto de reformas, mas o seu insucesso levou o governo belga, em 1908, a votar favoravelmente a anexação deste território, nomeando uma administração e fazendo do Estado livre do Congo uma colónia conhecida como Congo Belga.
No decurso da Primeira Guerra Mundial as tropas coloniais belgas auxiliaram as forças aliadas na conquista do território germânico do Ruanda-Urundi (atualmente o Ruanda e o Burundi), por mandato da Liga das Nações à Bélgica em 1919.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Congo experimentou uma fase de grande desenvolvimento industrial. Neste processo, eram particularmente ativas as indústrias de urânio, cobre, óleo de palma e de borracha. No período do pós-guerra, a produtividade continuou a aumentar. Foram então experimentadas algumas reformas para preparar a transição para um estado independente. A 8 de dezembro de 1957, os africanos participaram pela primeira vez numa votação para escolher os representantes nos conselhos das cidades, ganhando 130 dos 170 lugares possíveis. Apesar desta abertura, ativistas nacionalistas exigiam uma imediata e incondicional independência, vindo a provocar alguns motins em Leopoldville (Kinshasa) em 1959. Em virtude deste clima de grande instabilidade, a Bélgica anunciou e agendou as eleições que inaugurariam a autogovernação.
Os principais partidos nacionalistas eram o Abako, Associação do Baixo Congo, liderado por Joseph Kasavubu, e o Movimento Nacional Congolês, de Patrice Lumumba.
Nas eleições realizadas antes de a Bélgica dar a independência ao Congo, participaram 40 partidos, dentre os quais se destacavam o partido de Lumumba, que obteve o melhor resultado, logo seguido pelo Abako. Por acordo entre as duas maiores forças políticas, Lumumba ocupou o cargo de Primeiro-Ministro e Kasavubu tornou-se Presidente.
A República Independente do Congo foi proclamada em Leopoldville, a 30 de junho de 1960, pelo rei Balduíno I da Bélgica.
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