António Alberto de Oliveira

Professor, poeta e farmacêutico brasileiro, António Mariano Alberto de Oliveira nasceu a 28 de abril de 1857, em Palmital de Saquarema, no Estado do Rio de Janeiro (Brasil).
Estudou Humanidades em Niterói, frequentou o curso de Medicina até ao 3.º ano, onde conheceu Olavo Bilac e concluiu o curso de Farmácia, em 1884, passando a exercer então a profissão de farmacêutico.
Em 1892, foi designado oficial do gabinete do presidente do Estado, José Tomás da Porciúncula, entre 1893 e 1898, desempenhou o cargo de diretor geral da Instrução Pública do Rio de Janeiro e foi docente na Escola Normal e na Escola Dramática. Com uma forte personalidade artística, Alberto de Oliveira reuniu, em sua casa, para discussões sobre arte e literatura, vários literatos, como Olavo Bilac, Raul Pompéia, Lúcio Mendonça, Valentim Magalhães, Afonso Celso, entre outros. Alberto de Oliveira, juntamente com Raimundo Correia e Olavo Bilac, constituiu uma tríade parnasiana. O movimento parnasiano, inaugurado com Sonetos e Rimas (1880) de Luís Guimarães e terminado com a obra Broquéis (1893) de Cruz e Sousa, manteve-se sempre nos escritores Alberto de Oliveira e Olavo Bilac até ao aparecimento do Modernismo, em 1922.
Da obra poética de Alberto de Oliveira destaca-se Canções Românticas (1878), Sonetos e Poemas (1885), Versos e Rimas (1895) e as quatros séries de Poesias Completas (1900-1928). A sua biblioteca, constituída por valiosos clássicos brasileiros e portugueses, foi doada à Academia Brasileira de Letras, da qual foi membro fundador.
Colaborou ainda com a imprensa carioca, tal como em Gazetinha, A Semana, Revista Brasileira, Revista de Portugal, Revista de Língua Portuguesa, Diário do Rio de Janeiro, entre outras publicações.
Alberto de Oliveira faleceu a 19 de janeiro de 1937, em Niterói, no Estado Rio de Janeiro.
Como referenciar: António Alberto de Oliveira in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-18 08:34:57]. Disponível na Internet: