António da Cunha Telles

Produtor e realizador de cinema, António Cohen da Cunha Telles nasceu em 1935, no Funchal. Frequentou o curso de Medicina na Universidade de Lisboa e, de 1956 a 1961, viveu em Paris, onde frequentou o IDHEC, obtendo, em 1961, o diploma de Realização.
Regressando ao nosso país, dirigiu o jornal Imagens de Portugal, ficou responsável pelos serviços de cinema da Direção-Geral do Ensino Primário e orientou cursos na Mocidade Portuguesa. Em 1962, iniciou a sua atividade como produtor, contribuindo para a divulgação do Cinema Novo e para o surgimento de muitos outros cineastas, como António de Macedo, Paulo Rocha, Fernando Lopes e Faria de Almeida.
A sua carreira de realizador teve início em 1969. Fundou ainda a distribuidora Animatógrafo, considerada responsável por uma quase revolução no tipo de cinema visto em Portugal no início dos anos 70. No fim desta década, a atividade da Animatógrafo diminuiu bastante e Cunha Telles tornou-se administrador do Instituto Português de Cinema e da Tóbis Portuguesa. Em 1983, regressou à produção.
Da sua filmografia, destacam-se, como realizador: O Cerco (1969), Meus Amigos (1973), Continuar a Viver (1975) e Vidas (1983); como produtor: Belarmino, de Fernando Lopes (1963), O Crime da Aldeia Velha, de Manuel Guimarães (1964), Balada da Praia dos Cães, de José Fonseca e Costa (1986), e Os Flagelados do Vento Leste, de António Faria (1986-1987).
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