António de Almeida

Professor, antropólogo e político português, António de Almeida nasceu a 21 de agosto de 1900, em Sezures, em Penalva do Castelo, no distrito de Viseu.
Formado em Medicina, exerceu medicina escolar e foi professor na Universidade de Lisboa e no Liceu Normal (Pedro Nunes). Depois da sua pós-graduação na Escola de Medicina Tropical e na Escola Superior Colonial, António de Almeida recebeu, em 1934, uma bolsa da Junta de Educação Nacional. Dois anois depois, realizou trabalhos antropológicos em Angola e, a partir de 1935, foi lecionar Quimbundo e também Etnologia e Etnografia Colonial, na Escola Superior Colonial. Para além de ter assumido a direção do Centro de Estudos de Etnologia do Ultramar, participou em várias expedições antropológicas e etnológicas nas colónias portuguesas. A partir de 1953 até 1954, chefiou a missão antropológica de Timor, acompanhado, entre outros, do antropólogo Mendes Correia e do poeta e investigador Ruy Cinatti. O antropólogo salientou, com muita minúcia, nos seus estudos, a diversidade étnica dos povos, a vida cultural e social e a fisiologia e carácter dos indígenas. As suas publicações, escritas para um grande público ou para congressos internacionais, serviram para criar e fortalecer a imagem do trabalho científico dos portugueses nas colónias.
Entre 1938 e 1957, António de Almeida foi deputado na Assembleia Nacional e, em 1970, foi jubilado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, onde lecionou as materias de Etnologia do Ultramar Português e de Antropobiologia. Durante este período, preocupou-se com o ensino colonial, tanto no estrangeiro, como em Portugal, e expôs várias medidas que permitiriam reformar a instrução ultramarina.
António de Almeida faleceu a 16 de novembro de 1984, em Lisboa.
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