António Quadros

Ficcionista, poeta e ensaísta, licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, filho dos escritores Fernanda de Castro e António Ferro. Criou o Instituto de Artes e Decoração; esteve ligado à fundação da Sociedade Portuguesa de Escritores; foi diretor do Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian. Dirigiu e fundou várias revistas, como 57: Folha Independente de Cultura (1957-1962), Ato: Fascículos de Cultura (1951-52) ou Espiral (1964-68), além de ter colaborado em inúmeras publicações periódicas. Tradutor de Camus, afirmou-se como estudioso atento ao primeiro modernismo, tendo preparado e anotado a edição das obras completas de Fernando Pessoa e de Mário de Sá-Carneiro. No domínio da reflexão literária e cultural, os seus ensaios distinguem-se pela adoção de uma perspetiva universalista que integra a reflexão filosófica, o esoterismo e a obsessão pela compreensão do sentido mítico da Pátria. Deus, Portugal e a literatura são os três polos em torno dos quais gira a criação poética e ficcional e a crítica literária de António Quadros, numa obra vasta, repleta de erudição e profundidade, que passa à margem de critérios críticos convencionais.
Como referenciar: Porto Editora – António Quadros na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-06-13 09:16:51]. Disponível em