Ápis (mitologia)

Também conhecido como Hap, Hapi ou Hape, era o touro negro (que deveria ter um triângulo de pelo branco na testa, além de outras marcas específicas) da mitologia egípcia venerado em Mênfis. Tinha nascido da luz de um relâmpago lançado por Ísis e simbolizava a fertilidade e a força.
O culto do touro era muito difundido nas civilizações da Antiguidade, como se pode verificar com o deus Baal. Ápis foi igualmente alvo de devoção pelos gregos e romanos.
Ao passar os vinte e cinco anos de idade era morto por afogamento e substituído por outro mais novo. Se morresse antes dessa idade era mumificado e enterrado em Sakkarah (necrópole das primeiras dinastias reais, perto do Cairo) com toda a pompa. O luto por este animal durava setenta dias, havendo cerimónias sem fim. Quando um novo boi tomava o lugar do antigo eram também grandiosas as festas em sua honra. O seu comportamento era interpretado pelos sacerdotes e a certa altura começou a ser associado ao culto do deus Ptah, encarnando-o.
Os que visitavam o Egito eram atraídos por este animal, que era exposto aos curiosos durante um certo período de tempo todos os dias.
Esta veneração teve origem num faraó com o mesmo nome, filho de Níobe, que se escondeu da vingança de Zeus disfarçando-se de boi. Como era afável e plácido como este animal, passou a ser venerado sob a sua forma.
Posteriormente o boi encarnou outros deuses, como Osíris e Serápis (junção do deus Osíris com Ápis, dando o nome ao sítio onde se enterrava o animal, chamado Serapeion).
Representava-se este touro com um amuleto em forma de cobra na testa e com um círculo solar sobre a cabeça, entre os chifres.
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