Aqueduto da Água de Prata

A monumental e antiga cidade de Évora possui uma obra de engenharia de grande envergadura e que marcou a História desta cidade alentejana, procurando dotá-la de regular e abundante abastecimento de água. Trata-se do Aqueduto da Água de Prata, extensa construção utilitária que percorre a distância de 18 quilómetros entre as nascentes de N. Sra. da Graça do Divor e a cidade eborense.
A construção desta infraestrutura foi custeada pela opulenta nobreza local e o começo da empreitada coincidiu com a estadia da corte de D. João III em Évora. De facto, a obra foi erguida entre os anos de 1531 e 1537, sob a responsabilidade do arquiteto Francisco de Arruda. O seu percurso inicial é discreto e não tem relevo de maior, dado que se oculta numa galeria subterrânea, assinalada pontualmente por algumas pequenas claraboias e respiradouros circulares. O aqueduto torna-se majestoso quando atinge os arredores da cidade, a cerca de dois quilómetros. Nessa altura, a sua bela e bem aparelhada arcaria de volta perfeita eleva-se e impõe-se na paisagem em redor, conseguindo um maior efeito na área da Quinta da Torralva - ao consubstanciar-se nas suas três pequenas e ornamentadas torres de feição classicizante.
Contudo, a parte mais elevada da arcaria acontece nas proximidades da muralha medieval eborense, atingindo nesse troço contíguo à Rua do Cano a altura de, aproximadamente, 26 metros.
A conjugação do seu perfil arquitetónico com as fontes de abastecimento público de água, a arca dórica da Rua Nova e a volumetria das habitações entre os arcos do aqueduto confere à cidade de Évora uma das suas perspetivas urbanísticas mais curiosas e de maior monumentalidade.
Como referenciar: Aqueduto da Água de Prata in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-13 11:09:36]. Disponível na Internet: