Aqueduto de Serpa

O Aqueduto da cidade alentejana de Serpa é uma invulgar obra da engenharia portuguesa, dado a sua insólita configuração e por se tratar de um empreendimento particular. Com efeito, este aqueduto foi concebido para abastecer, não uma população ou uma qualquer comunidade conventual, mas somente para prover às necessidades de consumo privado de uma casa senhorial de Serpa - o Solar dos Condes de Ficalho, residência nobre que se integra num dos panos de muralha do castelo local.
O aqueduto foi erguido nos finais do século XVII, sob o patrocínio de D. Francisco de Melo, eminente figura da nobreza local, que se tornou conhecido pela sua participação nas guerras da Restauração.
Esta estrutura particular de abastecimento de água nasce nos arredores da cidade, aproveitando uma nascente de águas que brota numa serra próxima. Já no final do seu percurso, os elevados pilares do aqueduto, que sustentam as arcadas de volta perfeita, assentam diretamente na muralha do Castelo de Serpa, formando uma insólita e contrastante estrutura arquitetónica. Neste invulgar conjunto é de destacar ainda a imensa nora mourisca que se agrega à muralha, servindo, igualmente, de contraforte ao próprio aqueduto.
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