ar líquido

Designa-se por ar líquido o produto da liquefação do ar. É um líquido incolor, semelhante à água, que possui uma temperatura de ebulição (à pressão atmosférica normal) de cerca de -190 ºC. Ao ser conservado em recipiente aberto à pressão normal assume rapidamente uma coloração azulada devida ao oxigénio que se evapora menos rapidamente do que o azoto, de maneira que o ar líquido tem tendência, pouco a pouco, para conter somente oxigénio líquido, cuja cor é fortemente azulada.
O primeiro método industrial para a produção de ar líquido em larga escala foi desenvolvido pelo engenheiro alemão Karl von Linde (1842-1934), em 1889. No processo de Linde o ar é comprimido a cerca de 200 atm e por expansões sucessivas consegue-se o seu arrefecimento progressivo até à liquefação quase à pressão atmosférica. A separação do oxigénio e do azoto realiza-se em colunas retificadoras.
Em 1903, foi desenvolvido outro processo e que tem sofrido várias modificações, onde o ar é comprimido a 40 atm, previamente arrefecido por permutação. Pode conservar-se o ar líquido durante bastante tempo em vasos ou garrafas de Dewar, recipientes de paredes duplas espelhadas, entre as quais se faz o vácuo.
A mais importante aplicação do ar líquido é a separação dos vários componentes do ar: obtenção de oxigénio, de azoto, de árgon e de néon. É também utilizado na produção de explosivos e na investigação científica para a obtenção de temperaturas muito baixas.
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