aracnídeos

Grupo de artrópodes quelicerados, com quatro pares de patas locomotoras, cujos indivíduos se distinguem pela forma do corpo e pela natureza dos seus apêndices.
Os aracnídeos sobre o ponto de vista evolutivo foram muito bem sucedidos, já foram descritas mais de 40 000 espécies. Foram os primeiros artrópodes a deslocarem-se em habitats terrestres.
Compreendem um grupo variado que inclui aranhas, ácaros, carraças, opiliões, escorpiões, pedipalpos, pseudo-escorpiões e outras formas. Os escorpiões foram encontrados entre os fósseis do Silúrico. São animais terrestres de vida livre e de pequeno tamanho e, em geral, abundam mais nas regiões quentes e secas do que noutros lugares. Muitos possuem glândulas venenosas mediante as quais matam insetos e outros pequenos animais de cujos líquidos e tecidos moles se alimentam.
As aranhas e outros aracnídeos possuem glândulas especiais que segregam finos filamentos de seda que são utilizados para construir ninhos, cubículos e cápsulas para os ovos ou outros fins.
Os aracnídeos apresentam abdómen e cefalotórax, geralmente, com um par de quelíceras, um par de pedipalpos e quatro pares de patas locomotoras. Não apresentam nem antenas nem mandíbulas.
A maior parte dos aracnídeos é inofensiva para os humanos e são úteis pois alimentam-se de insetos prejudiciais. Contudo, algumas espécies de aranhas e os escorpiões possuem aguilhões que podem injetar veneno nos humanos podendo produzir graves doenças, inclusivamente a morte. Alguns ácaros e carraças são parasitas dos humanos e dos animais domésticos originando doenças graves e, por vezes, a morte. Carraças de diversas classes são hospedeiras intermediárias de protozoários e vírus causadores de doenças.
A maior parte são animais terrestres, mas julga-se que se desenvolveram a partir de formas aquáticas semelhantes as euripterídeos. O registo fóssil inclui escorpiões aquáticos do período Silúrico. Na sua adaptação à vida terrestre, experimentaram várias transformações, uma das quais no sistema reprodutor em que, para evitar a perda de água, a fecundação dos óvulos é interna e os ovos são depositados em galerias húmidas, conservados pela fêmea, no caso da viviparidade, ou protegidos por uma cobertura externa. Outra adaptação é o revestimento por um exoesqueleto impermeável para reduzir a perda de água e a conversão dos sacos branquiais em sacos pulmonares ou num sistema traqueal.
Todos os aracnídeos são dioicos, em geral, com dimorfismo sexual. Os espermatozoides agrupam-se formando espermatóforos que são transferidos para a fêmea depois de uma corte nupcial mais ou menos elaborada. Em muitos aracnídeos, os juvenis são cuidados pelos progenitores.
A maior parte dos individuos de cada espécie só vive aproximadamente um ano, mas algumas grandes tarântulas viveram 25 anos em cativeiro. Os principais inimigos dos aracnídeos são as aves e lagartos.
A maior parte das aranhas tem menos de 25 milímetros de comprimento, constituindo os seus extremos as aranhas do género Minolinypheus que têm menos de 1 milímetro e Theraphosa leblondi que chegam a ter 90 milímetros de comprimento. O escorpião mais pequeno, Microbuthus purillus tem 13 milímetros de comprimento e a centopeia, Scolopendra gigantea, 312 milímetros.
Os Solífugos do sudoeste dos Estados Unidos têm um comprimento entre os 8 e os 70 milímetros, sendo o maior deles o Galeodes Caspius. Os menores ácaros medem menos de 0,5 milímetro de comprimento, a maior carraça, Amblyomma, mede cerca de 30 milímetros de comprimento. Os maiores aracnídeos são aquáticos, o caranguejo ferradura (género Limulus) pode atingir o comprimento de 500 milímetros.
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